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Em Vitória

Bancada inteira do partido de Luciano e Gandini na Câmara vai com Pazolini no 2° turno

Após Luiz Emanuel e Denninho, Maurício Leite anuncia apoio ao deputado de direita contra João Coser no 2° turno. São os 3 vereadores eleitos no domingo pelo Cidadania

Públicado em 

19 nov 2020 às 16:08
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Os três vereadores eleitos pelo Cidadania fecharam apoio a Pazolini
Os três vereadores eleitos pelo Cidadania fecharam apoio a Pazolini Crédito: Divulgação dOs próprios vereadores
A bancada inteira do Cidadania, partido de Fabrício Gandini e do prefeito Luciano Rezende, eleita para a próxima legislatura na Câmara de Vitória, está apoiando a candidatura do deputado Lorenzo Pazolini (Republicanos), contra o ex-prefeito João Coser (PT), no 2º turno da eleição para prefeito de Vitória. No último domingo, o Cidadania, que hoje tem quatro representantes no Poder Legislativo municipal, elegeu três vereadores para os próximos quatro anos: Luiz Emanuel Zouain, Denninho Silva e Maurício Leite. Os dois primeiros estão reeleitos. O terceiro retornará à Casa. Os três manifestaram apoio a Pazolini no 2º turno.
O primeiro foi Luiz Emanuel, ex-petista e atual líder de Luciano na Câmara, que anunciou na manhã desta quarta-feira (18) a sua adesão a Pazolini. À noite, foi a vez de Denninho. Nesta quinta-feira (19), completando o trio, Maurício Leite também confirmou o seu apoio ao adversário de Gandini.
Ao longo de todo o 1º turno, Gandini e Pazolini travaram um duelo muito duro, com direito a acusações do primeiro contra o segundo sobre possível envolvimento com o crime organizado e uma operação da Polícia Federal que atingiu Gandini, a cerca de 10 dias do 1º turno, deflagrada a pedido da coligação de Pazolini.
Tudo isso, agora, parece já ter ficado no passado para os vereadores eleitos pelo Cidadania (antigo PPS). Evidentemente, no 1º turno, os três apoiaram Gandini, que é não só correligionário deles como presidente estadual do partido. Na tarde desta quinta-feira (19), Gandini confirmou oficialmente sua tendência a ficar neutro, conforme havíamos antecipado aqui. No entanto, liberou os vereadores com mandato e eleitos pelo partido para se posicionarem livremente no 2º turno, segundo a consciência e a preferência de cada um.
Último do trio a manifestar apoio a Pazolini, Maurício Leite explica assim a sua decisão: “É um momento difícil que estamos passando agora, por causa dessa pandemia. Minha decisão passa não só por Vitória, mas por outro contexto, porque sabemos que vamos precisar muito de recursos federais nos próximos anos. Nós que nos elegemos temos que ter a responsabilidade de trabalhar pela cidade. E eu vou trabalhar junto com Pazolini. Com o atual governo federal, ele terá maior abertura com Brasília do que João Coser.”
Ou seja, na preferência de Maurício, pesou também o corte político-ideológico. Segundo essa concepção, por ser declaradamente de direita, Pazolini poderia estabelecer um canal mais direto com o governo Bolsonaro, ao passo que João Coser, por ser do PT, partido de oposição ao governo, encontrará obstáculos.
“Nessa questão o Pazolini é melhor para Vitória que o Coser, por causa das questões partidárias e políticas. A nossa preocupação é com a população. A administração de Brasília hoje é de outra tendência. Não é do PT de João Coser. O ex-prefeito teve uma ótima abertura com Brasília durante o governo Lula, por ser do PT . Mas agora o momento é outro”, justifica Leite.

POR OUTRO LADO…

O argumento tem total lógica, sim. Mas, por esse raciocínio, o mesmo não valeria em relação à necessidade de ajuda financeira para Vitória por parte do governo estadual nos próximos dois anos? O governo de Renato Casagrande (PSB) é de centro-esquerda, portanto muito mais próximo ao PT de João Coser.
Pessoalmente, inclusive, Casagrande sempre manteve excelente relação com Coser, enquanto Pazolini é considerado deputado de oposição ao governo (justificadamente, já que votou contra muitos dos mais importantes projetos enviados pelo Palácio Anchieta para a Assembleia Legislativa desde o início do atual mandato, em fevereiro de 2019).
Para discutir o 2º turno, Coser foi recebido pessoalmente por Casagrande, na última terça-feira (17), em seu gabinete no Palácio Anchieta. Com Pazolini, não houve nenhum ensaio de aproximação.

OUTRO EX-GANDINISTA

Um dos poucos vereadores da atual legislatura que conseguiram se reeleger (foram apenas cinco dos 11 que tentaram), Dalto Neves também declarou apoio a Pazolini. Ele foi reeleito pelo PDT, partido de centro-esquerda que compôs a coligação de Gandini em Vitória no 1º turno.
Além de ter apoiado Gandini no 1º turno, Dalto deve a ele uma ajuda valiosa: no período da janela partidária, entre março e abril deste ano (quando vereadores puderam trocar de sigla sem perder o mandato), Gandini operou pessoalmente para que o vereador, praticamente retirado do PTB, conseguisse no PDT uma acomodação que aumentasse suas chances de reeleição (o que de fato se confirmou agora). 
Dalto Neves fecha apoio a Pazolini Crédito: Divulgação

A ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA

Como não poderia deixar de ser, mal foi curada a ressaca eleitoral do último domingo (15), já estão a pleno vapor as articulações dos 15 vereadores eleitos visando à eleição da Mesa Diretora que comandará os trabalhos legislativos e administrativos da Câmara de Vitória no biênio 2021/2022. Quem larga como enorme favorito, mais ainda se Pazolini vencer a eleição para prefeito, é o agora veterano vereador Davi Esmael, que vai para o 3º mandato seguido.

A RELAÇÃO DE DAVI COM PAZOLINI

Presidente municipal do PSD, grande amigo e colega de turma de Pazolini nos tempos do curso de Direito na FDV, Davi levou o seu partido a apoiar oficialmente o candidato do Republicanos no 2º turno. No 1º o PSD concorreu com candidato próprio, o também vereador Mazinho dos Anjos (por sinal, colega de ambos na faculdade de Direito da FDV). Os três se formaram no mesmo ano.   

DESSE JEITO...

Pelo andar da carruagem, dos 15 vereadores eleitos em Vitória, João Coser só garantirá o apoio da filha, Karla Coser (PT), e de Camila Valadão (PSOL), que já até publicou declaração de apoio, assim como o próprio partido. 

EX-JOGADORES

E, numa disputa político-futebolística muito particular, havia pelo menos três ex-jogadores de futebol concorrendo a uma vaga na Câmara de Vitória: Duda Brasil (PSL) e Bruno Malias (PSC), do futebol de areia, e Camilo Neves (PV), do futebol 7 (society). Isso sem falar no ex-técnico da Seleção Brasileira da modalidade, Índio (Republicanos). Só o primeiro teve sucesso nas urnas e fará sua estreia na Câmara.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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