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Não passou da hora de aquele gigante de 2013 despertar novamente?

A união que precisa nascer é para um novo projeto de Brasil e não de Brasília somente. Precisamos de um plano de país e não de um programa de governo. Só assim seremos uma nação mais forte

Publicado em 11/06/2020 às 05h00
Atualizado em 11/06/2020 às 05h00
Bandeira do Brasil
Bandeira do Brasil. Crédito: Pixabay

Há exatos sete anos, também num mês de junho, uma pauta ganhava as ruas: um movimento contra o aumento das tarifas de ônibus de São Paulo. Na verdade, o movimento foi apenas uma faísca que acendeu a chama da reviravolta de um país mergulhado na epiderme das vantagens, das velhacarias políticas, dos assaltos ao sistema público e do “oportunismo”. Aos poucos, essa faísca formou uma fogueira no país, eram incômodos por todos os lados e a falha de um movimento sem pauta, sem liderança, que em meio a efervescência entrou interesses secundários e pichou a essência.

Quem não se lembra do “vem pra rua”, ou de expressões como “O gigante acordou”?! Bom, adiante, isso terminou com um impeachment de Dilma Rousseff. Mas não acabou por aí, depois veio o Michel Temer, e embrulhado no caos da política insana, também virou pauta de passeatas, manifestos. O drama continua, e o povo sedento de política sensata, elege Bolsonaro. A princípio, com uma pauta reformista, inovadora, divorciada dos interesses e privilégios. Hoje, aquele que se revelou “o novo”, convive com a “velha política” e coloca o país num risco eminente de relação, sociedade e democracia.

Qual o sentimento desse momento? São inúmeros os disparates que estamos vendo e vivendo em meio à pandemia. O último capítulo diz respeito à exposição dos dados e informações relacionados à Covid-19 que, em tese, estão sendo abortados. A publicidade das informações são pura expressão do cuidado, visto que é pela informação que nos guiamos, que decidimos. Quando isso nos é retirado, então padecemos. O pecado contra a transparência é inadmissível.  A falta de informação faz tão mal quanto a informação falsa.

Bom, muitos dos “vem pra rua” que sustentavam a pauta antidemocrática continuam a serpentear o Congresso aos domingos, para dizer “estamos juntos”. É isso mesmo! Outros, se sentem impotentes: foram para rua tantas vezes, escolheram um outro presidente para ouvir uma narrativa estranha daquela defendida nas ruas. Vejam: eram muitas pautas num único grupo. A imprensa não segmentou, a sociedade civil, muito menos. Mas uma coisa 2013 nos mostrou: o Brasil tem força, mas precisa ter pauta.

Urge a necessidade das ruas serem preenchidas, novamente, do Verde e Amarelo, e não do vermelho, do azul, do roxo, partidarismo. A união que precisa nascer é para um novo projeto de Brasil e não de Brasília somente. Precisamos de um plano de país e não de um programa de governo. Só assim seremos uma nação mais forte, onde o poder emane, de fato, do povo. Um país sem o músculo da democracia e da criticidade não é digno da expressão “ordem e progresso”.

Precisamos da força das ruas de 2013, mas com pauta, liderança e uma nação que coloque o povo acima de tudo. Aliás, só o povo é capaz de salvar um povo. Grifo: com pauta, liderança, norte e objetividade teremos um movimento e uma comunicação mais eficazes, sobretudo, num contexto de redes sociais. Mídia não pode ditar a pauta, a pauta deve ser ditada pelo povo, e nós da mídia evidenciarmos e elevarmos essa voz que clama por mais Brasil e menos Brasília, mais povo e menos governo.

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