Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Vilmara Fernandes

Réus de tiroteio que parou a Leitão da Silva vão a júri nesta quarta (10)

Eles são acusados, entre outros crimes, de tentativa de assassinato contra quatro PMs, quatro guardas municipais de Vitória e um pedestre; defesa aposta na análise do júri

Publicado em 09 de Junho de 2026 às 18:12

Públicado em 

09 jun 2026 às 18:12
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Tiros e morte em perseguição na Leitão da Silva
Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

Uma perseguição policial que atravessou diversos bairros de Vitória e culminou em um intenso confronto armado na Avenida Leitão da Silva levará Fernando João dos Santos e Jhonatan dos Santos Silva ao banco dos réus nesta quarta-feira (10). Um terceiro criminoso morreu no confronto.


Eles são acusados de tentativa de homicídio contra quatro policiais militares, quatro guardas municipais de Vitória (um deles foi ferido) e um pedestre. Os crimes ocorreram em 28 de agosto de 2023, após o grupo furar bloqueios e disparar contra as viaturas em meio ao trânsito congestionado da avenida (vídeo abaixo). 


O júri popular será realizado na nova sede do Fórum Criminal de Vitória, a partir das 9 horas. A expectativa é de que sejam necessários dois dias para concluir os trabalhos.


Perseguição e conflito



Segundo a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), os réus, junto à Cleiton Gomes Serafim (que morreu no local) e um quarto indivíduo não identificado, circulavam em um veículo Chevrolet Onix prata clonado e com registro de roubo. Há suspeitas de que o carro tenha sido utilizado em um homicídio três dias antes dos fatos. 


O automóvel foi detectado pelo Cerco Eletrônico de Videomonitoramento da Prefeitura de Vitória, o que deu início a uma tentativa de abordagem na Avenida Fernando Ferrari.


A denúncia relata que os acusados pelos crimes desobedeceram às ordens de parada, iniciando uma fuga em alta velocidade que passou pelos bairros Goiabeiras, República, Mata da Praia e Jardim da Penha. Após furarem um bloqueio montado pela Guarda Municipal na Ponte da Passagem, os homens acessaram a Avenida Leitão da Silva, onde acabaram retidos pelo trânsito congestionado nas proximidades de um hospital particular.


Cercados por duas viaturas da Guarda e uma da Polícia Militar, os ocupantes do Onix abriram fogo contra os agentes de segurança antes mesmo de desembarcarem. Foi nesse momento que o motorista que guiava o veículo dos réus conseguiu fugir e, até hoje, não foi identificado.


Rajadas de tiros e pânico


Testemunhas e policiais relataram em juízo o cenário de guerra que se instalou na avenida. Cleiton Gomes Serafim desembarcou pelo lado esquerdo efetuando disparos sequenciais (rajadas) com uma pistola modificada. No confronto, ele foi atingido e morreu no local.


Enquanto isso, Fernando e Jhonatan desembarcaram pelo lado direito e iniciaram uma fuga a pé em direção ao bairro Itararé, também atirando contra as guarnições. Na ação, um  guarda municipal foi baleado.


Durante a tentativa de fuga pelas ruas adjacentes, os réus confrontaram outra equipe da PM. O acusado Jhonatan teria disparado na direção dos militares e um dos projéteis atingiu um pedestre que estava em um estabelecimento comercial próximo.


Fernando acabou rendendo-se e deitou-se no chão após ser baleado. Jhonatan tentou se esconder em uma residência, mas foi localizado por policiais. Ao apontar a arma para a equipe, foi baleado e detido. No trajeto de fuga, a polícia apreendeu carregadores de munição e uma granada dispensada pelos réus.


O que diz a defesa


A defesa de Fernando é realizada pela advogada Bianca Campelo. Em nota, ela informa que aguarda a realização do julgamento e entende que será o momento adequado para a análise aprofundada de todas as provas produzidas ao longo da instrução. 


“Por respeito ao Tribunal do Júri, a defesa reserva-se a apresentar as teses defensivas exclusivamente em plenário perante o Conselho de Sentença”, assinalou.


A defesa de Jhonatan não foi localizada, mas o espaço segue aberto à manifestação.


MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES

Réus de tiroteio que parou a Leitão da Silva vão a júri nesta quarta (10)

Suspeito de matar mulher em Guarapari tem condenação por morte de noiva anulada

Crime na Ilha do Frade: líder criminoso do TCP será julgado por morte de rival no ES

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
STJ decide que Águia Branca deve assumir 125 linhas da Itapemirim
Mascote do dia
Capixabas lançam figurinhas com mascotes para países da Copa do Mundo de 2026
Henrique Krüger
Capixaba supera adversidades em Interlagos e mantém sequência de pontuação na Fórmula Delta

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados