As três principais lideranças de um grupo criminoso que atua na Região Noroeste acumulam, juntas, pelo menos 30 mandados de prisão expedidos pela Justiça do Espírito Santo. Os três traficantes estão foragidos no Rio de Janeiro.
De acordo com os dados públicos do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), os criminosos apontados como lideranças da Tropa do Urso, com atuação em Colatina e municípios vizinhos, estão entre os 15 nomes com o maior número de ordens de prisão no Estado. Um deles lidera o ranking com larga margem. São eles:
Bryan Lyrio Deolindo - fugiu do complexo prisional de Xuri, em Vila Velha, em dezembro de 2021, com outros 20 presos, quando foi para o Rio. Contra ele existem 18 mandados de prisão, mas a estimativa é de que esse número seja ainda maior, considerando as ordens sob sigilo e os novos pedidos efetuados à Justiça
Hugo Henrique dos Santos - chegou a ser detido em flagrante 2022, mas a Justiça considerou sua prisão ilegal e foi solto. Foi para o Rio em 2023 e possui 7 mandados de prisão
Vinicius Lung - Seguiu Hugo para o Rio na mesma data e possui 5 mandados de prisão
A lista do Banco Nacional de Mandados de Prisão, com dados do Espírito Santo, aponta a inclusão de 8.820 nomes até esta terça-feira (22). Nela, a pessoa com maior volume individual de ordens é Bryan.
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As decisões contra ele partiram de Varas Criminais de diversas cidades: Aracruz, Ibiraçu, Fundão, João Neiva, Colatina, Marilândia, Serra e Vila Velha. Decisões concedidas no período entre janeiro de 2022 a julho deste ano.
Casado, ele vive atualmente em uma região periférica do Rio de Janeiro sob a proteção do Comando Vermelho. Apontado como o chefe central da facção, é de lá que comanda as ações e orienta os criminosos em Colatina.
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Novas denúncias e condenações
No último dia 18, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou 42 pessoas que atuavam na Tropa do Urso, após a realização, pela Polícia Civil, da Operação Churchill.
Segundo a denúncia do MP, a investigação apontou que o grupo, vinculado ao Comando Vermelho (CV), possui uma estrutura estável, hierarquizada e funcionalmente dividida, com comando central e gerências intermediárias.
Contava ainda com braço logístico que, para além dos pontos de venda varejista, faziam as drogas circularem entre fornecedores, depósitos, gerentes e vendedores, transportar remessas entre municípios e Estados, manter estoques descentralizados, recolher o produto das vendas e disponibilizar contas bancárias para a movimentação dos valores.
No último dia 11 também houve condenação de outros integrantes. O Juízo da 1ª Vara Criminal de Colatina publicou a sentença que atingiu 13 pessoas ligadas à Tropa do Urso. Elas foram alvo da Operação Wyoming em abril do ano passado. Ao todo, 17 foram denunciados pelo Ministério Público, incluindo os três principais líderes foragidos.
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