Pressionada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, maior comprador de rochas do mundo (e com valor agregado), a indústria brasileira de rochas chega na Marmomac 2027, em Verona, Itália, com a missão de acelerar a diversificação da clientela externa. A maior feira mundial do setor - são esperadas 66 mil pessoas de 140 países - é muito frequentada por clientes europeus, asiáticos e árabes, justamente os mercados considerados fundamentais na estratégia brasileira de ampliar a clientela.
Isso é importante para a economia do Espírito Santo porque o Estado responde por algo perto de 80% da indústria brasileira de rochas. São mais de R$ 15 bilhões movimentados por ano e 30 mil trabalhadores empregados. A boa saúde do segmento é importante para a indústria capixaba e é essencial para a economia do Sul do Estado.
"Estamos trabalhando firme para continuar vendendo bem para os Estados Unidos, inclusive investindo pesado em diplomacia empresarial para ajudar na negociação das tarifas, mas, em paralelo, estamos em um trabalho forte de diversificação. É fundamental para dar mais solidez ao nosso setor. Ampliamos a participação na feira de Verona, vamos renovar nossa parceria com a Apex Brasil (empresa pública que ajuda a fomentar o comércio internacional), já temos rodadas de negócios previstas para China, Austrália e Polônia e estamos estudando as oportunidades abertas com o acordo Mercosul x União Europeia. São várias as frentes e o trabalho vai render bons frutos", assinalou Tales Machado, presidente do Centrorochas, na abertura do pavilhão brasileiro na feira de Verona.
O Brasil é o único país a ter um pavilhão exclusivo na Marmomac. Desde o ano passado, uma área com 5 mil m² é dedicada apenas aos materiais brasileiros. "“O que temos notado é, desde o ano passado, um apetite maior dos empresários pela Marmomac e pelos eventos na Ásia. Querem ampliar mercado”, disse Flávia Milaneze, diretora da Marmomac no Brasil.
Paulo Baraona, presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, também participou da abertura do pavilhão brasileiro na Itália. “Os Estados Unidos são importantes e vamos lutar para que sigam sendo, mas temos o desafio estratégico de diversificar a nossa clientela. É fundamental para que a indústria de rochas siga pujante”.
A indústria brasileira de rochas fechou 2025 com o melhor desempenho de sua história, alcançando US$ 1,48 bilhão em exportações. Do total, US$ 795 milhões foram para os EUA.
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