Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Controle

Grupo vai fiscalizar por satélite a recuperação de áreas desmatadas no ES

O objetivo é garantir que os proprietários que destruíram a vegetação nativa com queimadas façam a restauração do que foi  destruído

Publicado em 07 de Outubro de 2024 às 03:30

Públicado em 

07 out 2024 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes
Desmatamento
Crédito: Ibama/Idaf/Polícia Ambiental/MPES
A recuperação das áreas desmatadas no Espírito Santo será fiscalizada por satélite e monitorada por um grupo técnico organizado pelo Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente (CAOA). Além de acompanhar as investigações de crimes ambientais nos municípios capixabas, o objetivo é assegurar que os proprietários que destruíram a vegetação nativa com queimadas façam a restauração das áreas.
Em anos anteriores havia uma dificuldade na fiscalização destas regiões, explica a promotora Bruna Legora de Paula Fernandes, dirigente do CAOA. Era preciso retornar aos locais para confirmar se elas estavam sendo recuperadas, o que nem sempre era possível em função da escassez de pessoal das equipes. O que acabava sendo feito somente com novas denúncias.
A situação mudou com a nova Central de Monitoramento de Florestas (CMF), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf). O controle será realizado com base em imagens de satélites disponíveis a cada mês, o que torna possível mapear e identificar as áreas desmatadas e queimadas em todo Estado.
“Agora será possível observar se há ou não o crescimento da vegetação nas áreas degradadas, e assim saberemos se os acordos estão ou não sendo cumpridos. Vamos acompanhar e realizar o trabalho em parceria com o Idaf e a Polícia Ambiental”, relata a promotora.
A exigência de que se recupere o dano causado é uma das três responsabilizações a que estão sujeitas as pessoas que cometem crimes ambientais, segundo Bruna.
“Com a sanção cível, o proprietário é obrigado a corrigir o dano, desenvolvendo o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), recuperando a terra destruída e regularizando a propriedade através do cadastro ambiental rural (CAR). É o momento em que tudo o que estiver irregular ambientalmente na propriedade, tem que ser corrigido”, assinala.
O descumprimento dos acordos estão sujeitos a novas multas, embargos, suspensão de créditos e financiamentos, e ainda o cancelamento do CAR, que é obrigatório para todos os imóveis rurais.
O dano ambiental também é punido com a sanção administrativa, feita pelo Idaf e pelo Ibama com autuações, multas e embargos. Há ainda a sanção penal, em que o proprietário pode responder a um processo penal ou fazer um acordo de não persecução penal, permitido por lei.
É o caso dos proprietários que foram alvo de fiscalização realizada entre os dias 9 a 20 de setembro. “A maioria poderá fazer o acordo, por não serem criminosos ou não ter reincidência, que é um dos requisitos da lei”, relata a promotora.

A operação e as punições

A Operação Mata Atlântica em Pé foi realizada em cinco municípios na região do entorno do Caparaó — Dores do Rio Preto, Divino São Lourenço, Ibitirama, Iúna e Irupi; além de Linhares, na região Norte do do Espírito Santo.
Imagens de satélite identificaram as áreas destruídas e as equipes dos órgãos de fiscalização foram a campo confirmar as autuações. Foi constatado o desmate em 225 hectares de mata nativa — o equivalente a 225 campos de futebol —, que foram embargadas e que estão distribuídas em mais de 140 propriedades.
Foram aplicadas 80 multas, que juntas já alcançaram mais de R$ 3 milhões. Mas a expectativa é de que este valor seja ainda maior, considerando que até o próximo dia 15 toda a documentação da operação ainda estará sendo avaliada. Foram apreendidas 3.946 m³ e madeira nativa 352,34 m³ de material lenhoso e uma motosserra.
Foram destruídas áreas de reserva legal — porção de mata nativa que os proprietários precisam manter —, além de áreas de preservação permanente, e vegetação nativa em estágio inicial e médio de regeneração.
A 7ª edição da Operação Mata Atlântica em Pé foi realizada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio do CAOA, com participação do Ibama, Idaf, Iema, Polícia Ambiental e Notaer.

Vilmara Fernandes

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes

Aqui você encontra conteúdos exclusivos sobre segurança, justiça e cidadania, com informações que impactam a vida das pessoas e da cidade

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Evento do PL em Vitória com Flávio Bolsonaro
No Ceará, Flávio Bolsonaro diz querer ser reconhecido como o 'novo Visconde de Mauá'
Imagem de destaque
Por que julgamento do caso Moraes no STF pode ser retomado só em 2027
Professora em sala de aula
Número de professores jovens no país cai 31% em dez anos, aponta pesquisa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados