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Crimes na Piedade

Do presídio em Rondônia, preso participa de julgamentos em Vitória

Nesta segunda (28) acontece o júri popular dos últimos acusados pelo crime dos irmãos Ruan e Damião Reis, na Piedade; na  quarta está previsto outro julgamento

Publicado em 28 de Julho de 2025 às 03:30

Públicado em 

28 jul 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Júri popular - julgamento - tráfico - tribunal
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Um dos cinco detidos no Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, vai enfrentar esta semana o júri popular de Vitória. Há dois julgamentos agendados e o seu interrogatório será realizado por videoconferência. Os casos envolvem as mortes ocorridas no período conhecido como “noites sangrentas” da Piedade, causadas pela guerra do tráfico e suas disputas por território.
Um grupo de 15 pessoas foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), em diversos processos, como autor das ações criminosas realizadas entre os anos de 2018 a 2020 e que resultaram na morte de dez pessoas e em ferimentos graves para outras cinco.
Entre eles está Geovani Andrade Bento, o Vaninho. Ele foi transferido para um presídio federal em 2021, no contexto da Operação Armistício, realizada com o objetivo de desarticular a facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV), da qual é apontado como uma de suas lideranças.
Nesta segunda-feira (28), ele senta no banco dos réus pela acusação de assassinato dos irmãos Damião Marcos Reis, 22, e Ruan Reis, 19, o primeiro crime da série de mortes. Com ele também será julgado Tiago da Silva, o Thiago Floresta; Leandro Correia Ramos Barcelos e Renato Correia Ramos.
É o último dos três julgamentos dos denunciados pela morte dos irmãos. No primeiro, realizado em 2023, foram condenadas três pessoas e cada uma delas recebeu uma pena de 60 anos de prisão. No segundo júri, em agosto do ano passado, mais um réu recebeu uma condenação de 50 anos.
Para a quarta-feira (30), está agendado outro júri popular, em que Geovani é réu pela morte de Walace de Jesus Santana, um dos rivais do tráfico da Piedade. Este é terceiro julgamento do caso. No primeiro, em agosto de 2023, houve duas condenações. Em julho do ano passado, mais quatro foram condenados pelo mesmo crime, restando somente Vaninho.
Mas ainda há dúvidas de que esta sessão do Tribunal do Júri possa ocorrer. Há uma possibilidade de que a data seja reagendada para outra ocasião em decorrência do julgamento que se inicia nesta segunda (28) e que pode se estender por alguns dias.  

Os crimes

Os conflitos entre famílias que dominavam a região tiveram início em 2018 e além das mortes promoveram a expulsão de dezenas de moradores, que deixaram o bairro sob ameaças e temendo por suas vidas.
Fatos desencadeados após o duplo homicídio dos irmãos Ruan e Damião Reis, executados porque não souberam informar onde estava o “chefe”. As investigações mostraram que os jovens não tinham envolvimento com o tráfico.
Na sequência ocorreram outros homicídios, inclusive do pai de um dos condenados, e cujo suposto assassino acabou sendo também morto. Trata-se de Walace, de cuja morte Vaninho foi acusado e será julgado.
Os ataques rivais continuaram e vitimaram mais um jovem de 19 anos. Seis meses depois, um novo conflito deixou mais três mortos e dois feridos. Mais alguns meses se passaram e ocorreu outra disputa, onde duas pessoas perderam a vida e outras três ficaram gravemente feridas.

O que dizem as defesas

Por nota, o advogado Douglas Luz, que faz a defesa de Geovani Andrade Bento, informa que “trabalha e confia plenamente que em ambos os júris o Conselho de Sentença absolverá o réu”.
E acrescenta: “Isto porque, os respectivos processos carecem de provas sólidas e concretas de autoria. Se realmente seguirmos os preceitos constitucionais e processuais do nosso ordenamento jurídico, não há dúvidas de que as imputações serão devidamente afastadas. É o que faremos!”
As defesas de Tiago, Renato e Leandro não foram localizadas. O espaço segue aberto a suas manifestações.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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