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Negócios

Evitando a queda: como um plano de voo pode salvar sua empresa

Assim como um helicóptero depende de um plano de voo e de controles precisos para voar com segurança, é crucial que as empresas desenvolvam um planejamento estratégico robusto e implementem sistemas de controle eficazes

Públicado em 

22 jul 2024 às 02:00
Rodrigo Miranda

Colunista

Rodrigo Miranda

Por que um helicóptero cai? Essa foi a pergunta que fiz a um amigo piloto na primeira vez que voamos juntos. Rapidamente, a resposta foi: porque o piloto entra numa tempestade da qual não é capaz de sair. De uma forma mais detalhada, isso acontece quando não existe um plano de voo, quando falta a verificação das cartas meteorológicas antes de decolar, ignorando as condições climáticas, a velocidade do vento, a temperatura e a altitude em que está voando. Ou seja: sem um plano e controles adequados, o risco de se encontrar numa situação sem saída é considerável, por pura falta de conhecimento.
Trazendo para o meu mundo, dos negócios, posso afirmar que boa parte deles quebra pelo mesmo motivo: entram numa tempestade da qual não conseguem sair. A gestão de uma empresa funciona de forma muito parecida à pilotagem de um helicóptero e, consequentemente, a falta de um plano de voo bem definido e sem controles adequados, a navegação se torna perigosa, aumentando consideravelmente o risco de entrar em uma tempestade da qual não conseguirá sair.
Quando um piloto decola sem ter consultado as cartas meteorológicas, sem verificar a velocidade do vento, a temperatura e a altitude, ele se expõe a perigos significativos. Da mesma forma, uma empresa que não possui um planejamento estratégico claro e controles rigorosos coloca seu futuro em risco. O plano de voo, no contexto empresarial, representa o planejamento estratégico e financeiro, que define a rota a ser seguida, as metas a serem alcançadas e os recursos necessários para tal.
Os controles, por sua vez, são os indicadores de desempenho, os KPIs (Key Performance Indicators), que permitem monitorar continuamente o progresso e a saúde financeira da empresa. Sem esses controles, a gestão perde a capacidade de tomar decisões informadas e de ajustar a rota conforme necessário. Assim como no painel de um helicóptero, que possui indicadores de altitude, pressão de fluido e outros, uma empresa precisa de indicadores que mostrem seu nível de desenvolvimento, geração de caixa e lucratividade.
A falta de planejamento e controle pode levar a situações críticas. Imagine uma empresa que desconhece seu nível de endividamento. Ela pode acreditar que tem um passivo de um milhão de reais, mas, na verdade, suas dívidas podem ser muito maiores. Sem controle sobre suas finanças, essa empresa pode continuar a tomar empréstimos, aumentando seu nível de endividamento até um ponto insustentável. Eventualmente, os pagamentos das parcelas da dívida podem superar sua capacidade de geração de caixa, levando-a a uma crise financeira da qual não conseguirá se recuperar.
Helicóptero
Helicóptero em voo Crédito: Pixabay
Esse cenário é um exemplo clássico de uma "tempestade" para uma empresa. A incapacidade de pagar as dívidas devido a uma gestão financeira inadequada pode resultar na falência. Muitas empresas falham não por falta de mercado ou produto, mas pela ausência de um plano de voo e controles rigorosos que permitam navegar pelas tempestades inevitáveis dos negócios.
Portanto, assim como um helicóptero depende de um plano de voo e de controles precisos para voar com segurança, é crucial que as empresas desenvolvam um planejamento estratégico robusto e implementem sistemas de controle eficazes para enfrentar tempestades e garantir sucesso a longo prazo.

Rodrigo Miranda

É CEO e fundador da VPx Company, consultoria de negócios e de educação executiva, e presidente do conselho de administração da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Rio Branco. Fundou os apps de entregas Shipp e Packk, atuais Americanas Delivery, e a rede de lojas autônomas Zaitt, adquirida pela Sapore S/A

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