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Crítico de cinema e colunista de cultura de A Gazeta

"Uma Invenção de Natal", a bonita superprodução natalina da Netflix

Com músicas inéditas de John Legend e grandes números musicais, Netflix lança "Uma Invenção de Natal", um filme divertido e cheio de boas mensagens

Vitória
Publicado em 12/11/2020 às 22h15
Atualizado em 12/11/2020 às 22h15
Filme
Filme "Uma Invenção de Natal", da Netflix. Crédito: Gareth Gatrell/NETFLIX

Depois da temporada de Halloween na Netflix, agora é a vez dos filmes de Natal, como já havia adiantado na crítica de “Missão Presente de Natal”. Nesta sexta (13), com uma pegada totalmente diferente, chega à plataforma “Uma Invenção de Natal”, musical comovente, com canções inéditas de John Legend e ares de superprodução, um filme que pode facilmente cair no gosto do público, principalmente em tempos tão complicados.

O filme escrito e dirigido por David E. Talbert é um conto de Natal vitoriano, com pitadas de Dickens, elaborados números musicais e, acima de tudo, com uma mensagem positiva. Na trama, Forest Whitaker é Jeronicus (vivido por Justin Cornwell na juventude), o maior inventor de brinquedos do mundo e dono de uma loja cheia de magia e encanto. O cenário muda quando seu ajudante Gustafson (Keegan-Michael Key) rouba todos seus projetos; desiludido, Jeronicus não consegue mais produzir como antes e ainda tem que assistir a seu ex-aprendiz se tornar o inventor de brinquedos mais festejado do mundo, tudo à custa de seus projetos.

Jeronicus envelhece amargurado, desiludido, distante da filha e da neta e afastando todos que tentam se aproximar dele; sua loja, antes cheia de magia, se transformou em uma sisuda casa de penhores. Isso tudo está prestes a mudar, claro, com a chegada de sua neta, Journey (Madalen Mills), que vai fazer de tudo para que o avô volte a acreditar na bondade das pessoas.

“Uma Invenção de Natal” tem uma estética interessante, misturando influências vitorianas a invenções steampunk, além de uma ou outra inserção de animações em stop motion em flashbacks.

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Filme "Uma Invenção de Natal", da Netflix. Crédito: Gareth Gatrell/NETFLIX

Narrativamente, porém, há pouca novidade. É curioso que “Uma Invenção de Natal” se assume um filme mais amplo ao nunca dizer necessariamente em que se deve acreditar - não há menção a religião, Papai Noel, Deus, espírito natalino… Apenas se deve acreditar. Apesar disso, trata-se de um filme de Natal convencional, que trata valores, perdão e bondade como fundamentais.

Mesmo com Jeronicus sendo o centro da história, é Journey quem a movimenta. A jovem é tão brilhante quanto o avô e protagoniza o arco aventuresco do filme, o que confere à trama um ar de aventura infantil em alguns momentos. Para os adultos, o filme guarda uma direção de arte excelente, com ótimo figurino, além de uma ou outra surpresa, como a piada dos dançarinos, por exemplo, e as belas coreografias para os números musicais, que não se incomodam com o anacronismo de seus passos, e pra que se importar?

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Filme "Uma Invenção de Natal", da Netflix. Crédito: Gareth Gatrell/NETFLIX

Como um bom filme natalino, “Uma Invenção de Natal” é sobre a mensagem que passa. Assim, em tempo de negacionismo científico, agrada ver crianças cantando sobre as maravilhas da ciência e da matemática. Ao fim, é uma jornada de amor, perdão e encantamento, é sobre nunca perder o encanto infantil e não se deixar levar pelas saídas mais cômodas - a vida não é sempre fácil, mas ela pode ser encantadora.

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