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Luto

O nome é Connery... Sean Connery

Eternizado como o primeiro e melhor agente 007, o ator escocês Sean Connery morreu neste sábado (31) deixando um legado de  fazer inveja

Publicado em 31 de Outubro de 2020 às 13:18

Públicado em 

31 out 2020 às 13:18
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

Sean Connery como James Bond
Sean Connery como James Bond Crédito: Reprodução
Qual é a última atuação de Sean Connery de que você se lembra? Hoje, data da morte do lendário ator escocês, o que vem à mente são seus James Bond, Jim Malone, o professor Henry Jones, o imortal Juan Sánchez-Villalobos Ramírez ou seus papéis em “O Nome da Rosa” (1986), “Caçada ao Outubro Vermelho” (1990), “A Rocha” (1996) entre tantos outros, mas o fato é que Connery já estava aposentado desde “A Liga Extraordinária” (2003), ou seja, há cerca de 17 anos, mesmo que o anúncio oficial tenha ocorrido somente em 2005.
Ele queria tranquilidade, e quem pode culpá-lo? Há anos morava nas Bahamas, onde morreu, dormindo, afastado de imprensa e de qualquer tipo de badalação. Morou também em Marbella, na Espanha, praticamente dentro de um campo de golfe, uma de suas paixões, mas os papparazi não davam paz. Seu sumiço, no entanto, não diminui seu legado, pelo contrário, só mostra a força da lenda que não atuava há quase duas décadas e ainda assim é uma figura presente no imaginário de todos.
Sir Sean Connery não "ficou famoso" por ser um dos muitos a interpretar o agente 007, foi James Bond que ficou famoso por ser interpretado por Sean Connery.  O ator foi o responsável por personificar a figura do espião criado por Ian Fleming e seus sucessores nunca tiveram vida fácil, pois “bom mesmo era o James Bond de Sean Connery”, e quem vai discordar? Todos que vieram depois dele ou tentaram se distanciar do original para evitar comparações ou tentaram imitá-lo, afinal, Sean Connery era James Bond e James Bond era Sean Connery.
Ironicamente, Ian Fleming não gostava da escolha do estúdio, achava que o escocês era muito “rude” e pouco refinado para o papel, mal sabia o escritor que era isso que eternizaria seu personagem. Foi o ator, inclusive, que improvisou a apresentação “Bond, James Bond”, com pausa e tudo, em “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962) - o texto original era simples: “eu sou James Bond”.
Mostrou uma faceta mais dramática no ótimo "Em Nome da Rosa", adaptação do livro de Umberto Eco Crédito:
Sean Connery já foi considerado o “maior escocês vivo”, um tesouro nacional da Escócia, o homem mais sexy vivo (1989) e o homem mais sexy do século (1999). Sua influência ultrapassa o cinema, mas ele também tem um Oscar em sua estante, por “Os Intocáveis” (1989).
Há alguns anos, declarou que a única coisa que poderia fazê-lo rever a aposentadoria seria um novo “Indiana Jones”. “Amei trabalhar com Steven Spielberg e George Lucas, e nem preciso dizer que é uma honra ser pai de Harrison Ford… Mas a verdade é que a aposentadoria é muito divertida."
Por "Os Intocáveis", com Kevin Costner, levou seu único Oscar para casa Crédito:
Ele será o eterno James Bond, como todas as chamadas sobre sua morte anunciam, mas foi um ator de várias faces. Mesmo sem muita técnica clássica de atuação, o que admitia abertamente, se entregava aos papéis e tinha charme para conquistar a audiência. “Talvez eu não seja um grande ator, mas seria bem pior fazendo qualquer outra coisa”, brincava.
Foram 90 anos bem vividos pelo Cavaleiro da Coroa Britânica, e tivemos a sorte dele compartilhar boa parte desses anos conosco.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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