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Uma jornalista que ama os animais, assim é Rachel Martins. Não é a toa que ela adotou duas gatinhas, a Frida e a Chloé, que são as verdadeiras donas da casa. Escreve semanalmente sobre os benefícios que uma relação como essa é capaz de proporcionar

Conheça o Museu do Gato no Instagram: para quem gosta de felinos e arte

O mineiro de Belo Horizonte, Thiago Alcântara, criou o Museu do Gato onde reúne obras de arte que tem como protagonistas ou coadjuvantes os felinos

Publicado em 27/04/2021 às 02h00
A gata  Chloé
A gata Chloé entrevista o publicitário e estudante de artes visuais, Thiago Alcântara. Crédito: Arquivo pessoal

Meu querido diário… Venho ganhando muitos fãs ultimamente em meu perfil (@eobicho_ag) no Instagram. Pessoas que seguem a coluna É o bicho: curtem, comentam e compartilham os posts. E, muitas vezes, esses fãs acabam se destacando por algum trabalho e “mamãe”, com seu faro jornalístico, percebe que aquele conteúdo pode ser uma pauta interessante.

Thiago Alcântara
Thiago Alcântara criou o  Museu do Gato no Instagram. Crédito: Thiago Alcântara

Foi o que aconteceu com o publicitário e estudante de artes visuais, Thiago Alcântara, que mora em Belo Horizonte, Minas Gerais, e criou, no Instagram, o Museu do Gato. Como “mamãe” adora arte - é bom lembrar que meu “avô”, João Martins, era artista plástico - e vive pesquisando sobre o assunto na internet, ela entrou em contato com o @museudogato e amou a ideia.

O perfil oferece diariamente imagens de obras de artes onde os felinos aparecem como parte do cenário. Como sabemos, os gatos foram representados de diversas maneiras ao longo da história. É isso que Thiago Alcântara quer fazer com o Museu do Gato, reunir essas obras onde nós, os peludos blasés, acabamos nos tornando, de alguma forma, protagonistas.

Um pequeno gato, obra de Henri de Toulouse- Lautrec
Um pequeno gato, obra de Henri de Toulouse- Lautrec . Crédito: Divulgação

Para saber um pouco mais dessa história, “mamãe” (e "eu", risos) entrevistamos o Thiago Alcântara para saber como surgiu essa ideia e qual o objetivo deste museu que certamente vai encantar quem ama os bichanos e arte em geral. Confira a entrevista.

Conte sobre como surgiu a ideia do Museu do Gato no Instagram?

Desde 2013, escrevia postagens sobre o cuidado com bichanos e as suas curiosidades, em um blog. No início da pandemia, um hacker invadiu a plataforma e sequestrou todo o meu conteúdo, que saiu do ar. Levei um susto, mas decidi não pagar o resgate e aproveitei a situação para caminhar por um trajeto que já me chamava a atenção - as artes. Em 2019, voltei para a escola e passei a estudar a pintura e outras técnicas, além da curadoria e a história da arte. Encontrei no Instagram o espaço ideal para compartilhar o novo conteúdo com o público e estou muito contente com o andamento.

Por que um Museu do Gato? Você tem algum afeto especial pelos felinos? Ou foi só uma curiosidade artística?

Tenho um afeto gigantesco, meu primeiro pet foi um gato que viveu 20 anos. Hoje tenho três gatos em casa, todos resgatados de difíceis situações de vida. Por isso, considero que são os bichanos que têm me levado por essa caminhada nas artes visuais.

Mulher e Gato, Iberê Camargo, Foto Fundação Iberê
Mulher e Gato, Iberê Camargo. Crédito: Fundação Iberê

Existe algum estudo que indique quantos obras no mundo têm os gatos como um detalhe?

Eu ainda não pesquisei artigos acadêmicos e publicações a respeito, porém, há museus físicos pelo mundo com o tema, como o localizado em Amsterdã, na Holanda.

Como você faz a curadoria das obras? É muito difícil encontrá-las?

Eu vou passeando pelos períodos da história da arte, pois em algumas épocas os artistas se permitiram pintar, desenhar ou esculpir muito mais cenas cotidianas e, assim, animais domésticos, como na pintura europeia do final do século XVIII ou no modernismo brasileiro.

Gato, Candido Portinari, Foto Projeto Portinari
Gato, Candido Portinari. Crédito: Projeto Portinari

Qual é o objetivo deste museu virtual?

Como no blog, aberto em 2013, a ideia é mostrar, para quem tem algum preconceito com os bichanos, que tudo isso é uma bobagem. Eu também pretendo fortalecer a comunidade que resgata gatos e aqueles que protegem todo o meio ambiente, pois há publicações especiais que tratam de temas que envolvem qualquer parte da natureza. Os abrigos e projetos são marcados sempre que há oportunidade.

Dentro da curadoria que fez até agora, conte sobre duas histórias de bastidores da obra que mais te chamaram a atenção.

Publiquei um objeto do antigo império egípcio no dia 17/4, ele é na verdade um vaso usado para guardar cosméticos. O fraco tem forma de gato e é a representação tridimensional mais antiga de um bichano conhecida. A peça foi feita entre 1990 e 1900 antes de Cristo.  No dia 12/3, postei desenhos e pinturas do gaúcho Iberê Camargo (1914-1994), incluindo do seu gato Martim. Localizei duas fotos do artista à mesa com sua esposa e o Martim, sentado na cadeira como um humano. Caso os memes existissem na época, certamente teriam viralizado.

Vaso para cosmético em-forma de gato Foto Museu-Metropolitano de Arte-de Nova York
Vaso para cosmético em-forma de gato. Crédito: Museu-Metropolitano de Arte-de Nova York

As pessoas podem enviar imagens das obras que porventura descobrem dentro da proposta?

Claro, será um prazer publicar!

Mulher com gato - Pierre Auguste Renoir
Mulher com gato - Pierre Auguste Renoir. Crédito: Divulgação

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

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