Capixabas que estiveram no SXSW fazem download de ideias no Fonte hub
Troca de conhecimento
Capixabas que estiveram no SXSW fazem download de ideias no Fonte hub
Todas as novidades e tendências do maior evento de inovação do mundo, realizado em Austin, no Texas, foram passadas para profissionais de marketing que lotaram o hub de inovação da Rede Gazeta. O conteúdo também gerou um videocast
O Fonte, hub de inovação da Rede Gazeta, ficou lotado de profissionais de marketing que estavam em busca de informações sobre o maior evento de inovação e criatividade do mundoCrédito: Pablo Vieira
10 dias de evento. 1.425 palestras, 25 trilhas, 3 festivais (de música, filme e comédia) e 3 exposições (realidade estendida, indústria criativa e flat stock). 70 mil pessoas de 150 países, sendo 2 mil brasileiros, a maior delegação do evento. 137 ativações de marca, mais de 2 mil apresentações artísticas e mais de 200 lançamentos de filmes, séries e livros.
A grandiosidade do South by Southwest 2023 (SXSW) impressiona. Não à toa se trata do maior evento de criatividade e inovação do mundo. Como bem resumiu Marcelo Braga, CEO da Liga de Marketing, trata-se do “maior encontro de pensadores, criadores e criativos", que destaca as principais tendências e discute os novos rumos do planeta.
Para não deixar essa fonte de conhecimento tão rica se perder, foi realizado ontem (05/04/2023), às 19 horas, o evento Download SXSW no Fonte, hub de inovação da Rede Gazeta, em parceria com a comunidade Marketing Vix, Salesforce e a participação de alguns dos capixabas que estiveram no evento, em Austin, no Texas. Entre eles o diretor de Mercado da Rede Gazeta, Márcio Chagas, que mediou o bate-papo.
Rafael Phoca esteve no evento pela primeira vez e ficou impressionado com tudo, mas principalmente com as ativações de marca, que é o foco do seu trabalhoCrédito: Caroline Mauri
Ativação de marca
Rafael Phoca, diretor de negócios da Ativação Live Marketing, foi o primeiro a contar a sua experiência, até por ter sido sua primeira vez no evento. Empolgado, ele contou que fez um mega planejamento antes da viagem. Pesquisou tudo, se organizou, anotou o que iria fazer em cada dia e quando chegou lá ficou tão impressionado com o que viu e com a quantidade de conteúdo, que acabou totalmente perdido.
“Decidi, então, assumir que estava perdido e que não ia dar conta de ver tudo. Isso foi liberdador porque eu pude experimentar o evento do meu jeito. Foi a melhor coisa que fiz”, contou Phoca, que foi ao evento com o objetivo de conhecer ativações de marca, já que trabalha com isso.
A ativação mais incrível na opinião dele foi, sem dúvida, a da Audible da Amazon, que gravava um disco de vinil na hora. “Fiquei embasbacado!”, declarou, com o vinil nas mãos. A Amazon Prime também investiu. Criou uma casa texana com a ativação da Swarm, nova série de terror da marca. Ainda teve todo o universo da Paramount em três andares e os cheiros, texturas e sensações da Lush!, marca inglesa de cosméticos, que oferecia experiências e venda - direta - de produtos.
“A palavra que ficou pra mim é inspiração. O SXSW é um evento inspirador. Você volta com a cabeça cheia de ideias, mas ao mesmo tempo com uma sensação de conforto. Que a humanidade tem jeito e que a gente vai dar conta de tudo”.
Marcelo Fraga voltou para Austin seis anos depois e encontrou um evento completamente diferente Crédito: Caroline Mauri
Metaverso ficou menor
Marcelo, da Liga de Marketing, chegou no Texas com outra visão. Esteve no South by Southwest em 2017 e queria ver como seria o evento seis anos depois. E a realidade não poderia ser outra: um evento completamente diferente. “A gente não consegue prever o que vamos encontrar de um ano para o outro”. Imagina em seis! Muda tudo”, disse ele.
Realmente. Para se ter uma ideia, o principal assunto do SXSW do ano passado foi Metaverso, assunto que, este ano, não teve tanto destaque. A bola da vez tem nome, inteligência; sobrenome, artificial; e até apelido: IA. Ou até mesmo algo que está sendo usado como sinônimo, devido a todo frisson que tem causado nos quatro cantos do mundo: o chat GPT.
“Só se fala em IA e chat GPT. Precisávamos de um local pra discutir esse assunto e muitos outros. E o SXSW cumpre esse papel, atraindo muitas mentes pensantes e falando sobre os temas mais relevantes do momento. Até para nos tranquilizar”, resumiu Leonardo Carrareto, CEO da WIS.
Alguns cenários são mesmo assustadores. Segundo Léo, a inteligência artificial gera por dia 30 milhões de imagens, mas elas são vistas uma única vez.
“Foi dito que produtividade é coisa de robô enquanto ineficiência é coisa de humano. A IA se alimenta de dados”, disse o CEO da Wis.
“É isso! Hoje, a gente busca essa inteligência. Amanhã é ela que vai nos buscar. O Google já está com pesquisas avançadas pra captação do cheiro das pessoas”, completou o diretor de Mercado da Rede Gazeta, Márcio Chagas.
Veterano no evento, Leonardo Carrareto foi pela quinta vez e destacou a importância do SXSW como espaço de troca sobre os assuntos do momento Crédito: Caroline Mauri
Chamado para sonhadores
Veterano no evento, Léo participou pela quinta vez e chamou atenção para a importância de tranquilizar os participantes porque houve também um contexto muito humano no evento, com palestrantes chamando a atenção para a diversidade e coletividade.
“Foi um chamado para os sonhadores, o que eles chamaram de março mágico. Eles se preocupam em levar pessoas que pensam fora da caixa. E falam sobre humanidade e convergência da indústria criativa”, completou, Léo.
O diretor de Mercado, Márcio Chagas, chamou atenção para a abertura do evento, com Simran Jeet Singh, e o foco no ser humano e no coletivoCrédito: Caroline Mauri
Foco nas pessoas e nas comunidades
Talvez por isso o Metaverso tenha passado despercebido. Mesmo com a inteligência artificial em alta, o foco nas pessoas e nas comunidades foi muito forte em quase todas as palestras e trilhas. Para Márcio Chagas, o fato de o evento ter sido aberto pelo diretor Executivo do programa de Religião e Sociedade do Aspen Institute, Simran Jeet Singh, deixou isso muito claro.
“A abertura deu o tom do que seria o evento deste ano. A IA cria mecanismos para nos isolar, mas chamaram a atenção para as relações, que precisam ser reais”, acrescentou o diretor de Mercado, que também ressaltou as discussões em torno da diversidade, igualdade de gênero e o ativismo ambiental como pontos relevantes.
Márcio também acrescentou que, para enfrentar os desafios do nosso tempo, Simran disse que é preciso ver o copo meio cheio. Ele apresentou o “Chardi Kala”, conceito da religião indiana Sikhi, que sugere uma abordagem otimista sobre os problemas. “Ele falou que não se trata de uma positividade tóxica. É sobre reconhecer os desafios pelo que eles são, e encará-los com os nossos valores”, concluiu Márcio.
Sem dúvida uma bela lição para o momento em que nos depararmos com algo tão assustador quanto encantador, como o momento que estamos vivendo.
Quer se aprofundar no maior evento de criatividade do mundo? Então assista abaixo o videocast do download capixaba e clique aqui para acessar o download preparado pela Globo, que mandou uma equipe para fazer a cobertura do evento e realizou uma curadoria com os melhores momentos.
Patricia Rego, Diretora das Afiliadas na Globo, e uma das coautoras do livo "Uma sobe e puxa a outra".Crédito: divulgação
Uma sobe e puxa a outra (também em Austin)
Livro esgotado em poucas horas, sexto lugar na categoria “business” da Amazon e muita divulgação espontânea. Esses são apenas alguns dados do livro “Uma sobe e puxa a outra”, escrito por 44 mulheres brasileiras e pré-lançado em Austin, no evento SXSW.
“Tudo começou com um grupo de mesmo nome, estabelecido por Natasha de Caiado Castro, e construído de forma orgânica, no qual mulheres puxavam outras mulheres. O objetivo sempre foi ter sororidade, entender as questões que todas nós passamos e nos ajudar”, explicou Patricia Rego, diretora de afiliadas na Globo, que é uma das coautoras do livro.
Patricia esteve no South by Southwest 2023 ao lado da jornalista Christiane Pelajo, coordenadora da obra, que foi muito bem recebida por lá.
“A ideia foi contar um pouco das nossas histórias, nossos desafios, os bons e maus momentos de cada uma. Onde a gente chegou e como a gente chegou. Quais foram as mulheres que nos ajudaram ao longo da vida, e as mulheres que a gente conseguiu ajudar. Tudo para inspirar as outras mulheres a buscarem seus objetivos”, explicou.
São 44 histórias inspiracionais para mostrar para todas as mulheres que elas podem ser e fazer o que quiserem. E mais que isso: dar visibilidade às dificuldades, medos, sofrimentos, alegrias, sucesso, aspirações e propósitos. "Esse é o volume 1 e pretendemos fazer o volume 2", avisou a coautora. Além do pré-lançamento em Austin, no Texas, o lançamento, no Brasil, aconteceu em São Paulo, no dia 28 de março, na Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi. No próximo dia 11 terá lançamento em Brasília e no dia seguinte, 12, no Rio. "Também teremos lançamento em Vitória, mas a data ainda não está definida", adiantou, Patricia.
A jornalista Christiane Pelajo, coordenadora da obra, durante o pré-lançamento do livro em Austin, no TexasCrédito: Márcio Chagas
Formada pela PUC Campinas, entrou em A Gazeta em 1997 como repórter na editoria de Cidades, onde recebeu dois prêmios. Foi editora-adjunta de Brasil & Mundo; e editora, por 12 anos, da Revista.ag, suplemento dominical do jornal A Gazeta. Possui também MBA em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM). Antes de mudar para o Espírito Santo, atuou no jornal Correio Popular de Campinas (SP).