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Sem relaxar

Ainda é preciso um fôlego extra no enfrentamento do coronavírus

Na última semana, apenas cinco Estados registraram redução na média móvel de óbitos por coronavírus, e o Espírito Santo é um deles, ao lado de Rio de Janeiro, Amapá, Acre e Pará

Públicado em 

15 jul 2020 às 05:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

Data: 15/03/2020 - Coronavírus Freepik - Imagem do vírus coronavírus analisado no laboratório
Entender a circulação do vírus é importante para saber como enfrentá-lo Crédito: Freepik
Com o propósito de compreender os padrões e tendências do novo coronavírus (Covid-19), pesquisadores de diversos campos do conhecimento, como estatística, matemática, ciência de dados, epidemiologia, geografia, economia e geotecnologias, vêm implementando um conjunto de metodologias que possibilitam a construção de diagnósticos sobre a magnitude e intensidade da pandemia.
Nessa perspectiva, os indicadores se caracterizam como ferramentas que permitem mensurar o comportamento dos casos confirmados, óbitos e outras variáveis relacionadas ao novo coronavírus.
Dentre esses indicadores se destacam as taxas de letalidade e mortalidade. A primeira relaciona os óbitos e casos confirmados e a segunda relaciona as mortes e a população de uma determinada unidade geográfica. A taxa de transmissão da doença é outra medida importante. Ela favorece analisar o ritmo da pandemia nos países e Estados. Quando esse indicador fica abaixo de 1, isso indica que há uma redução na velocidade de transmissão, o que pode sinalizar uma estabilização de casos.
A média móvel também é uma medida que vem sendo amplamente utilizada para monitorar a Covid-19. Recentemente, o consórcio de veículos de imprensa, constituído por G1, O Globo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Extra e UOL, passou a utilizar e publicar o referido indicador para acompanhar a evolução dos óbitos do novo coronavírus nas Unidades da Federação (UFs).
A média móvel dos últimos sete dias tende reduzir instabilidades estatísticas ocasionadas por fatores externos à pandemia, como por exemplo, aspectos ligados ao fluxo de registro de dados dos laboratórios de testagem, que em alguns Estados têm as atividades reduzidas aos finais de semana.
Para realizar tal cálculo é necessário somar o número de mortes registradas nos últimos sete dias e dividir o produto por sete. Essa conta é aplicada sucessivamente ao longo dos dias. Devido ao tempo de incubação da Covid-19, torna-se recomendada a comparação do resultado da semana atual com a média móvel de 14 dias atrás. Nessa lógica, variações no número de registros de até 15% para mais ou para menos representam estabilidade.
Com base em dados das secretarias estaduais de saúde, relativos ao dia 9 de julho, foi apurado que o Brasil apresentou estabilidade de mortes na média móvel dos últimos sete dias. Tal estabilidade foi alcançada em um patamar elevado de aproximadamente mil óbitos diários, o que não permite aos brasileiros comemorarem.  Das 27 UFs, apenas cinco Estados registraram redução na média móvel de óbitos, a saber, Espírito Santo (-16%), Rio de Janeiro (-21%), Amapá (-25%), Acre (-35%) e Pará (-45%). No dia citado, a média móvel do ES ficou em 28,86 mortes. No RJ, esse número foi de 111,86 óbitos. No AP, AC e PA, a média foi de 5; 4,71 e 20,23 mortes, respectivamente.
Quando um alpinista suplanta o topo da montanha, suas energias, concentração e técnica são exigidas em dobro para completar a jornada da escalada com sucesso. Em analogia, os resultados aqui destacados também não permitem qualquer tipo de comemoração por parte dos citados Estados. Eles demonstram que as curvas dos óbitos diários provavelmente passaram por um primeiro período mais crítico. O atual momento das curvas epidemiológicas das UFs demanda cautela e prudência por parte de toda a sociedade.
Nesse sentido, os indicadores estatísticos e diagnósticos são essenciais para subsidiar o planejamento e a implementação de ações para mitigar e controlar a Covid-19. Juntos venceremos os desafios postos pela pandemia!

Pablo Lira

É diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves. Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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