No início deste mês de fevereiro, a Space Exploration Technologies Corp. (SpaceX), empresa norte-americana do segmento aeroespacial, realizou mais um voo de teste com o foguete SN9 no estado do Texas. O objetivo do voo deste protótipo não tripulado era decolar, chegar a uma altitude superior a 10 km, realizar algumas manobras na posição horizontal e, por fim, retornar à posição vertical para pousar.
O foguete cumpriu todas as etapas, com exceção do pouso. O centro de comando da missão detectou, por telemetria, problemas nos procedimentos de aproximação do solo. O protótipo não retornou em uma velocidade e ângulo compatíveis para o pouso. A explosão foi inevitável.
Essa foi a segunda tentativa da SpaceX em cumprir tal missão. A primeira aconteceu em dezembro de 2020, quando outro protótipo explodiu no pouso. Por mais que possa parecer cena de filme de ficção científica, a empresa está bem próxima de alcançar seus objetivos com sucesso na referida missão.
A SpaceX, fundada pelo bilionário Elon Musk, já domina, dentre outras tecnologias aeroespaciais, o pouso propulsivo de foguete orbital. Em 2015, o Falcon 9 foi o primeiro foguete a ser lançado e a aterrissar na vertical. Esse feito representa uma significativa transformação na economia do voo espacial. A recuperação da espaçonave possibilita a utilização em outras missões e proporciona uma expressiva redução de custos.
Desde o início da década passada, quando as missões dos ônibus espaciais foram descontinuadas, a SpaceX se tornou a primeira organização privada a operacionalizar transportes espaciais. Foram realizadas dezenas de missões para transportar suprimentos e conduzir astronautas para a Estação Espacial Internacional (EEI). Devido ao menor custo dos serviços, a NASA vem estabelecendo parcerias de logística aeroespacial com a SpaceX.
O projeto mais audacioso da empresa é o programa do sistema de transporte interplanetário, conhecido como Starship. Por meio de inovadores e gradativos avanços tecnológicos, como o voo de foguete na horizontal e posterior pouso na vertical, a SpaceX pretende viabilizar, em longo prazo, viagens interplanetárias tripuladas a Marte.
A revolução da logística aeroespacial está em curso com avanços significativos e o universo infinito é o limite.
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