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Mercado de trabalho

Mesmo na pandemia, ES registra resultado positivo na geração de empregos

Espírito Santo finalizou 2020 com um saldo positivo de empregos formais: foram 6.812 postos de trabalho

Publicado em 03 de Fevereiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

03 fev 2021 às 02:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

Carteira de Trabalho e previdência social
Carteira de Trabalho Crédito: Fernando Madeira
O ano de 2019 foi marcante para o mercado de trabalho formal capixaba. O saldo positivo de empregos daquele ano foi de cerca de 19.500 postos de trabalho, o melhor resultado desde 2013, quando o Espírito Santo computou a geração de 19.800 postos formais a mais do que o número de demissões registradas.
No início de 2020, os capixabas tinham boas expectativas para o mercado de trabalho, tendo em vista o desempenho promissor do ano anterior. Entretanto, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) engendrou efeitos negativos nas previsões estabelecidas ainda no final de 2019.
O Estado acumulou saldo de +4.014 postos de trabalho em janeiro e fevereiro de 2020. À medida que os primeiros casos da Covid-19 foram confirmados e a curva epidemiológica passou a apresentar crescimento exponencial, estratégias não farmacológicas para ampliar o distanciamento social se tornaram necessárias. Vale salientar que naquele momento inicial os padrões e tendências da pandemia eram desconhecidos.
Com base em evidências científicas e seguindo o exemplo de nações desenvolvidas, o governo do Estado prudentemente implementou tais estratégias por meio de estruturas de planejamento de tomada de decisão, como a Sala de Situação e o Centro de Comando e Controle (CCC) da Pandemia. As medidas adotadas no momento mais crítico da pandemia se traduziram na suspensão das aulas presenciais, proibição de eventos festivos e aglomeração de pessoas e restrição de atividades econômicas não essenciais, o que contribuiu para desacelerar o crescimento de casos confirmados e óbitos pela Covid-19.
O período mais crítico da pandemia no Espírito Santo ocorreu no primeiro semestre de 2020, quando as citadas medidas se mostraram necessárias e foram implementadas, colaborando para preservar vidas. No entanto, a adoção dessas ações desdobrou alguns efeitos indesejados, a saber, menor circulação de pessoas nas ruas e redução de atividades econômicas não essenciais. Um dos efeitos percebidos foram os saldos negativos de empregos registrados em março (-4.547) e abril (-19.194). Somente este último mês quase comprometeu o resultado positivo alcançado em 2019.
Conforme o governo estadual, com base no planejamento da Secretaria de Saúde (Sesa), ampliava a capacidade de atendimento de pacientes com o novo coronavírus na rede pública hospitalar e os profissionais da saúde evoluíam a curva de aprendizado relativa ao tratamento e manejo dos casos mais graves da doença, o que passou a garantir maior segurança na gestão de risco da pandemia. As atividades econômicas não essenciais foram gradativamente sendo retomadas, respeitando os protocolos de proteção e as medidas qualificadas especificadas a partir da matriz e mapa de risco, coordenados pelo Corpo de Bombeiros Militar na instância do CCC.
Dessa forma, nos meses de maio (-7.486) e junho (-338) o prejuízo no saldo de empregos diminuiu significativamente. Nos meses seguintes, o Espírito Santo registrou crescimento contínuo e gradativo no saldo de empregos. De julho a novembro, o saldo positivo acumulado foi de 35.785 postos de trabalho. Mesmo com dezembro evidenciando um saldo negativo de 1.422 vagas, o Estado finalizou 2020 com um saldo positivo de empregos formais de 6.812 postos de trabalho.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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