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Respire: estamos na metade

Se caminhamos para o início do fim da pandemia e conseguimos estar vivos até aqui, fazendo tudo o que precisamos fazer, então há um recomeço que se acende dentro de nós.

Publicado em 30 de Junho de 2020 às 13:09

Públicado em 

30 jun 2020 às 13:09
Mariana Reis

Colunista

Mariana Reis

Resiliência: mulher sorrindo em casa; quarentena
Há um novo ciclo que chega e, com ele, a ortunidade de rever metas e sonhos que precisamos alcançar Crédito: Pixabay
Chegamos à metade do ano de 2020. E daqui a pouco completo um ano de comprometimento semanal para falar de um assunto tão presente na vida de todos nós: acessibilidade. Um ano presente neste espaço, nesta coluna, que tem a vontade de construir diálogos, propor reflexões e colocar luz sobre os desafios, e até mesmo as coisas corriqueiras, da vida de pessoas com deficiência.
Mas esse meio do ano tem me trazido diversas reflexões ligadas ao momento histórico que estamos vivendo e, principalmente, ao que ainda está por vir. Muitas vezes o isolamento social provocado pelo novo coronavírus me forçou a escrever bem para além das restrições de acesso físico e atitudinais que vivencio no cotidiano. E é um pouco disso que hoje trago a você. Um pouco desse tempo que nos obrigou a parar. A colocar a mão e o pé no freio da vida.

Como você passa pelo tempo?

O ritmo dos acontecimentos ao nosso redor deixou de ser controlado por nós, a quarentena instalada bem em nossos olhares nos obriga a contemplar o horizonte a nossa frente para termos a dimensão do que ainda podemos fazer. Há um novo ciclo que chega e, juntamente com ele, a oportunidade de rever metas e sonhos que precisamos alcançar.
Se fomos obrigados a parar, nosso eterno Cazuza vai dizer: "o tempo não para". E se estamos caminhando para o início do fim da pandemia e conseguimos estar vivos até aqui, e estamos fazendo tudo o que precisamos fazer, então há um recomeço que se acende dentro de nós.

Aceita meu convite?

E para este início eu te convido – junto comigo – a seguirmos fortes no enfrentamento de nossas dores, incertezas e medos, pois só assim teremos a chance de experimentar o novo. Que na maior parte das vezes é a melhor fase do final de um ciclo. Temos em nossas mãos uma outra metade do ano, para sentir de corpo e alma, o que quer que seja, para acreditar mais uma vez, nas muitas possibilidades e na força de cada um de nós. Que nossa compreensão esteja afinada com o lema: assim como tudo na vida, este momento - quando der - também vai passar.

Mariana Reis

Mariana Reis é mestranda em Sociologia Política, Administradora , TEDex, Colunista e Personal Trainer

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