Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Brasil

Privatização da Petrobras é benéfica para o país e para a economia popular

Por melhor que ainda seja o negócio petróleo, não pode haver eficiência ante uma combinação de má gestão, corrupção, interferências políticas, dispêndios desnecessários com sedes suntuosas e maus negócios

Publicado em 15 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

15 mar 2021 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

Sede da Petrobrás na Reta da Penha
Sede da Petrobrás na Reta da Penha, em Vitória Crédito: Vitor Jubini
O episódio da substituição do presidente da Petrobras e o impacto causado na economia, na mídia e na política nacional tornaram oportuna a quebra do tabu que obstrui o debate acerca da privatização dessa estatal.
A forte perda do valor de mercado da empresa – sofrida pelo país, acionistas minoritários e o mercado de ações –, a alta do dólar e seus reflexos negativos na economia e o aumento do risco Brasil são fatos que me estimularam, mais uma vez, a defender a privatização da Petrobras.
Reporto-me ao artigo que assinei seis anos atrás ("Privatizar ou estagnar" - 06.01.2015), no qual defendi a privatização em face do gigantesco rombo de R$ 610 bilhões devido a um poderoso esquema de corrupção na empresa. Inclusive, citei matéria do New York Times que atribuiu à Petrobras o maior caso de corrupção do mundo moderno.
Naquele texto, apontei também o pesado ônus que sobrecarrega os custos da empresa devido ao loteamento político de cargos que incham os seus quadros funcionais e prejudicam a eficiência. São custos adicionais que vão para o preço dos produtos e oneram o consumidor final.
É certo que o petróleo é uma das mais importantes riquezas do nosso país: o petróleo é nosso! Disso ninguém duvida. No entanto, para que possamos tirar maior proveito econômico dessa riqueza não é preciso o país manter esse ineficaz “capitalismo de estado”.
É triste vermos essa nossa inestimável riqueza dilapidada ao longo dos anos! Por melhor que ainda seja o negócio petróleo, não pode haver eficiência ante uma combinação de má gestão, corrupção, interferências políticas, dispêndios desnecessários com sedes suntuosas e maus negócios, como os casos das refinarias de Pasadena e Abreu e Lima, que causaram perdas gigantescas para a companhia.
Quando se trata do fornecimento de produtos ou serviços essenciais para a sociedade – e pesam sobremaneira no bolso da massa consumidora, como energia elétrica, telefone, gás de cozinha, gasolina, óleo diesel, etc. –, ­a eficiência dos administradores da companhia é requisito imprescindível para a oferta de preços adequados. Não é isso o que vemos.
As privatizações da Embraer, da Vale e outras foram positivas para o país. Mas, sob o ponto de vista do benefício para a sociedade, a privatização da Petrobras é muito mais necessária. É benéfica para o país, para os acionistas minoritários e, principalmente, para a economia popular.
Além do mais, nesta grave situação do país, a venda dessa estatal seria providencial em face do rombo causado pela pandemia.
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Empresas em alerta: juros altos muda comportamento do consumidor
Ensaio fotográfico sobre os pescadores da Colônia de Pesca de Itapoã, em Vila Velha
Governo implanta biometria no seguro-defeso do INSS
Jéssica Carlini conquista prata no Campeonato Brasileiro de boxe
Capixaba é medalhista de prata no Campeonato Brasileiro de boxe

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados