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Desenvolvimento econômico

Empresa privada: a força propulsora da economia chinesa

Hoje, os analistas econômicos já projetam para o final desta década a China como a maior potência econômica do planeta

Públicado em 

15 fev 2021 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

Bandeira da China
China é um país com uma economia pujante, altamente industrializado, com gigantescas empresas privadas Crédito: Pixabay
No artigo anterior defendi a importância das reformas estruturantes e a necessidade de privatização das empresas estatais. E apontei o grave ônus que recairá nos ombros das futuras gerações caso nossas lideranças políticas venham a se esquivar do enfrentamento desse desafio.
Desta feita, para ressaltar a força da iniciativa privada – como fator de desenvolvimento econômico e social – reporto-me ao milagre econômico chinês, no qual se verificou a mais rápida ascensão econômica da história da humanidade. Quem poderia imaginar que em pouco mais de quatro décadas aquele imenso país, pobre, fechado e atrasado se transformaria na segunda potência econômica do mundo?
A revolucionária mudança, realizada por Deng Xiaoping, ex-secretário geral do PC chinês (1978/1992), se deu quando aquele líder político constatou a fragilidade econômica da ideologia comunista de Mao Tse-Tung. Percebeu que uma sociedade igualitária, sem classes sociais, baseada na propriedade comum não poderia prosperar – e só uma economia de mercado, estimuladora da capacidade humana, do talento e da ambição, poderia tirar a China da pobreza e do atraso.
E o que vemos hoje com a abertura econômica da China? Um país com uma economia pujante, altamente industrializado, com gigantescas empresas privadas (nacionais e multinacionais), edifícios luxuosos, grifes famosas, uma infinidade de empresários bilionários e um considerável aumento do padrão de vida, do consumo e da empregabilidade.
Esse é o ponto: não fosse a força propulsora da empresa privada a China jamais teria chegado à situação atual! E hoje, os analistas econômicos já projetam para o final desta década a China como a maior potência econômica do planeta (estive lá e pude ver a dinâmica daquela economia).
Levo ao leitor esse revolucionário caso de sucesso, não como admirador da ditadura “comunista/capitalista” praticada na China, mas especificamente para enfatizar os grandes resultados produzidos pelas empresas privadas diante da ineficácia e das mazelas que permeiam as estatais.
Ao compararmos as insuperáveis riquezas naturais do Brasil, a nossa gigantesca extensão territorial e baixa densidade populacional, com a escassez de recursos naturais da China e sua gigantesca população de 1,4 bilhão de habitantes, fica fácil perceber porque o nosso país precisa urgentemente das reformas e das privatizações.
E isso é primordial. Não só para o país sair desta crise, mas principalmente para tomar o rumo do desenvolvimento econômico e social.
Os artigos assinados não traduzem necessariamente a opinião de A Gazeta.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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