São as mulheres tão capazes quanto os homens? Seis décadas atrás a resposta mais provável seria “claro que não”. Hoje, porém, diante do expressivo crescimento da participação da mulher em todos os segmentos das atividades humanas, por óbvio, a resposta será predominantemente afirmativa.
Essa foi uma das mais significativas mudanças registradas na sociedade nestes últimos tempos. Uma merecida conquista do sexo feminino – e não “sexo frágil”, pois essa expressão se tornou obsoleta diante dessa nova realidade.
A conquista desse espaço, no entanto, só mostrou avanços consideráveis nestas últimas décadas. Lembro-me que nos anos 1960, quando cursei engenharia, havia apenas uma única mulher na nossa turma. Hoje, seja qual for o curso superior, o número de mulheres se equipara ao dos homens; em alguns cursos, como medicina, costuma ser maior.
Muito embora a história registre mulheres que se notabilizaram em razão da sua grande capacidade – a BBC selecionou 100 mulheres influentes e inspiradoras em todo o mundo – e mesmo havendo no passado milhares de mulheres que exerceram com competência importantes atividades, foi ínfima essa participação no âmbito da sociedade.
A grande mudança se deu nessas últimas décadas. Só mais recentemente passamos a ver a mulher atuando em praticamente todas as atividades anteriormente reservadas aos homens, seja no comércio, na indústria, nos serviços ou em qualquer outro setor (em 2016 ocupavam 44% dos postos de trabalho formal, segundo o Ministério do Trabalho).
As mulheres têm demonstrado capacidade equivalente a dos homens nos mais variados segmentos das atividades humanas.
Hoje já não é nenhuma surpresa vermos uma mulher no comando de um grande jato comercial, no volante de um gigantesco caminhão, ou exercendo inúmeras outras profissões antes reservadas somente aos homens.
E a ascensão da mulher no mundo corporativo? Esse é um fenômeno que vem se verificando de forma rápida e abrangente – sejam como profissionais ou empreendedoras – nas pequenas, médias ou grandes empresas. E isso se verifica em todos os cargos executivos, inclusive os de alto nível decisório, como diretorias, presidências e conselhos de administração.
Ainda que seja pequena a presença da mulher em algumas atividades – na política, por exemplo – tudo indica que esse espaço não vai tardar a ser ampliado. Como também em todas as atividades onde seja possível a presença dela.
Uma conquista que fez cair em desuso a expressão “sexo frágil”!