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Imóveis

Mercado imobiliário mostra firmeza neste início de ano

Pode-se dizer que 2020 foi o ano da retomada desse setor, e que a manutenção das vendas nestes dois primeiros meses sinaliza firmeza do mercado ao longo de 2021

Públicado em 

01 mar 2021 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

Prédios
De acordo com recente pesquisa Fipe/Zap, o preço dos imóveis residenciais registrou um aumento médio de 0,35% no mês de janeiro Crédito: Carlos Alberto Silva
Dando seguimento à reação iniciada no segundo semestre do ano passado, a indústria imobiliária vem mantendo bom ritmo neste início de ano. Pode-se dizer que 2020 foi o ano da retomada desse setor, e que a manutenção das vendas nestes dois primeiros meses sinaliza firmeza do mercado ao longo deste ano – uma tendência que apontei no artigo publicado em 06/10/2020.
De acordo com recente pesquisa Fipe/Zap, o preço dos imóveis residenciais registrou um aumento médio de 0,35% no mês de janeiro, confirmando a recuperação de preços iniciada no ano passado. Em Vitória, a variação acumulada em 12 meses foi de 7.78%, um percentual bem acima da inflação nesse período.
Neste quadro de grave crise que o país atravessa, a retomada desse mercado significa uma importante contribuição para a economia nacional. A construção imobiliária, além do seu potencial gerador de empregos diretos e indiretos, alavanca uma imensa cadeia produtiva envolvendo milhares de produtos industriais, impulsiona uma gama de ramos comerciais (materiais de construção, mobiliário, eletrodomésticos, etc.) e de serviços. Ou seja, constitui um importante estímulo para vários segmentos da economia.
Mas o que contribuiu para a retomada desse mercado? Foram vários os fatores, principalmente o incremento do trabalho a distância. A pandemia, ao ter colocado muita gente para trabalhar em casa e mostrar a viabilidade do trabalho remoto, fez aumentar o interesse pela compra de imóveis, em especial os mais amplos, com condições favoráveis a essa prática.
Outro relevante fator que favoreceu o mercado imobiliário foi a substancial redução da taxa de juros, as mais baixas até então praticadas no Brasil. Uma mudança que implicou em rendimentos negativos nas aplicações financeiras conservadoras, o que levou muitos investidores a redirecionarem suas aplicações para o mercado de imóveis – a compra para aluguel se mostrou vantajosa. Somou-se a isso o aumento da oferta de crédito e a substancial redução dos juros, o que tornou as prestações mais próximas do aluguel.
Além disso, com o trabalho remoto, muitos executivos (faixas de renda mais alta) constataram a viabilidade de conciliar suas atividades profissionais com melhoria da qualidade de vida, o que despertou maior interesse pela compra de imóveis fora dos centros urbanos – gerando um substancial aumento da procura por imóveis no campo, na praia e na montanha.
Que ao longo do ano esse cenário positivo para esse mercado se confirme. Para o bem da nossa sofrida economia.
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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