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Eleição interna

Rose de Freitas X Lelo Coimbra: O "Dia D" do MDB no ES

Ex-senadora e ex-deputado federal registraram chapas para concorrer à presidência estadual do partido. Os dois também convocaram a eleição e, por pouco, não vai haver duas convenções. "Vai ser uma só", garantiu Rose. Ela também contou à coluna que tentou formar uma parceria com Lelo

Publicado em 15 de Setembro de 2023 às 07:27

Públicado em 

15 set 2023 às 07:27
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

A ex-senadora Rose de Freitas e o ex-deputado federal Lelo Coimbra
A ex-senadora Rose de Freitas e o ex-deputado federal Lelo Coimbra Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Will Shutter/ Câmara dos Deputados
O MDB do Espirito Santo passa por uma espécie de tormenta desde que o então governador Paulo Hartung deixou o partido, em 2018. Com disputas internas e perda de filiados, a sigla diminuiu, mas segue relevante pelo tamanho no cenário nacional e as fatias dos fundos partidário e eleitoral a que tem direito.
Nos últimos cinco anos, quase tudo na legenda envolve brigas e reviravoltas. Agora, quando finalmente foi marcada a convenção para eleger o diretório estadual, para o próximo dia 21, não é diferente.
Por pouco, não vai haver duas eleições, no mesmo dia, mas em locais e horários diferentes. Seria uma cena dantesca, mas não chegaria a surpreender, uma vez que, em 2020, teve até um pleito com urnas de papelão improvisadas em uma praça de Vitória
Na época, o ex-deputado federal Lelo Coimbra era o presidente da comissão estadual provisória. O também ex-deputado Marcelino Fraga era o seu oponente. Lelo havia cancelado a eleição um dia antes, mas Marcelino, inconformado, organizou a votação paralela e, veja só, ganhou. O resultado depois foi anulado.  
Desta vez, a ex-senadora Rose de Freitas está na presidência estadual do órgão provisório da sigla há dois anos e meio, nomeada pela Executiva nacional. E Lelo é o desafiante.
Ela publicou na quarta-feira (13), em A Gazeta, um edital convocando convenção para o dia 21, no Cerimonial Oásis, em Vitória, às 10h. É para eleger quem vai ficar à frente do partido no estado.
No mesmo dia, representantes de comissões executivas municipais do Espírito Santo, liderados por Lelo, publicaram, no Diário Oficial do Espírito Santo, outra convocação, também para o dia 21, mas na Assembleia Legislativa, às 9h.
A medida deu-se porque o estatuto do partido prevê que a convenção pode ser convocada por ao menos 1/3 das comissões municipais. A Executiva nacional decidiu, em março, que as convenções estaduais deveriam ocorrer até 31 de agosto. Como Rose não o fez, o grupo de Lelo decidiu agir.
"Ele (Lelo) sabia que faríamos a convocação para o dia 21", afirmou Rose à coluna nesta quinta-feira (14). Também na quinta, o Diário Oficial registrou a convocação assinada por Rose.
Mas e aí? Para onde os convencionais, os eleitores do MDB, devem se dirigir na próxima quinta-feira? Para a Assembleia ou para o cerimonial Oásis? 
"Eu indeferi o pedido de realização de convenção que ele (Lelo) fez. As pessoas que constavam ali manifestaram que não haviam autorizado o registro do nome delas. Ele apresentou os nomes, mas não as assinaturas. Será uma convenção só", garantiu Rose.
Na quarta, tanto Rose quanto Lelo inscreveram, na sede do partido, chapas para disputar o comando do MDB estadual.
Assim, independentemente de qual edital de convocação estiver valendo, vai ter eleição.
A coluna não conseguiu contato com Lelo até a publicação deste texto, mas um aliado dele, sob reserva, rebateu o argumento de Rose, afirmou que ela nem teria como indeferir o edital de convocação feito pelas comissões municipais, porque este foi o único a ser publicado no Diário Oficial a oito dias do pleito, como manda o regulamento. 
O mesmo aliado de Lelo, entretanto, avalia, como a ex-senadora, que vai haver apenas uma eleição. "Vamos convergir para um lugar e um horário só. Nem teria como haver duas eleições paralelas, nenhuma delas teria quórum", ponderou.
ROSE X LELO
Lelo é, historicamente, próximo ao ex-governador Paulo Hartung. Rose, por sua vez, nunca esteve entre os melhores amigos do ex-chefe do Palácio Anchieta e, hoje, é aliadíssima do governador Renato Casagrande (PSB).
A queda de braço entre os dois emedebistas, portanto, tem um pano de fundo que vai além do MDB.
Lelo tem criticado as reconduções provisórias de Rose no comando do partido e a culpa pelo desempenho pífio da sigla nos últimos pleitos.
A bem da verdade, o MDB já ia mal das pernas quando a então senadora assumiu a presidência, em 2021. A missão dela era pacificar a sigla. Não conseguiu. E daí para frente foi só ladeira abaixo. Em 2022, o MDB nem lançou chapa de candidatos a deputado federal.
A ex-senadora contou à coluna que tentou formar uma parceria com Lelo, para que os dois registrassem uma chapa só na eleição interna a ser realizada no dia 21. Foi um pedido, segundo ela, do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.
"Eu estava em franco diálogo com ele (Lelo) para fazer uma chapa única. Eu desejava o entendimento. Ele, não. Mas isso não quer dizer briga "
Rose de Freitas (MDB) - Ex-senadora
"Quando um discorda do outro, cada um registra o seu movimento. Ele formalizou uma chapa do segmento político dele. Por apelo do diretório nacional, eu quis que a gente pudesse pacificar a convenção com uma chapa única. Mas ele pode ter uma visão diferente e tem o direito de concorrer", observou Rose.
O resultado da eleição interna sai no mesmo dia da realização da eleição. Rose ou Lelo vão presidir o partido.
Resta saber se o "Dia D" do MDB, a próxima quinta-feira, vai mesmo encerrar o imbróglio. Nos últimos anos, o MDB no Espírito Santo vive às voltas com decisões judiciais e intervenções da Executiva nacional.
"O Baleia (presidente nacional do MDB) está participando de todas as conversas. Comunicamos a convenção e eles estão homologando lá, estão sabendo de tudo", afirmou Rose.
A chapa encabeçada por Lelo é a "União e Ação". A de Rose, "Reconstrução".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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