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Eleições 2022

O triste fim do MDB no Espírito Santo

Partido já teve o governador do estado e sete deputados estaduais. Agora, definha

Publicado em 03 de Abril de 2022 às 08:12

Públicado em 

03 abr 2022 às 08:12
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Senadora Rose de Freitas (MDB)
Senadora Rose de Freitas, presidente estadual do MDB Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado
O partido que já abrigou o governador do Espírito Santo, na época, Paulo Hartung, e teve sete deputados na Assembleia Legislativa, hoje está à míngua. A janela partidária e o prazo de filiação de pretensos candidatos apenas escancarou o que vem ocorrendo desde 2018, quando Hartung deixou o partido: um triste fim.
Uma briga interna tomou conta da legenda, opondo grupos encabeçados pelo ex-deputado federal Lelo Coimbra e pelo também ex-deputado Marcelino Fraga. 
Lelo desistiu de disputar as eleições e Marcelino já não está no partido. Debandou, assim como os deputados estaduais remanescentes, José Esmeraldo (foi para o União Brasil e depois para o PDT) e Doutor Hércules, que desfiliou-se aos 45 minutos do segundo tempo, mesmo sem ter para onde ir.
Quem está à frente do MDB estadual é a senadora Rose de Freitas. Pré-candidata à reeleição, ela se aproximou do governador Renato Casagrande (PSB) e espera contar com o apoio dele para permanecer no Congresso Nacional.
Ex-emedebistas relatam que a senadora quase não realizou reuniões com o partido para se preparar para as eleições de 2022 e, diante do silêncio, sem saber se o MDB conseguiria montar chapas para eleger deputados estaduais e federais, decidiram sair para tentar sobreviver politicamente.
Até mesmo Luzia Toledo, amiga de Rose há tempos, partiu. "Um fim melancólico", resumiu Luzia. A ex-deputada estadual foi para o Republicanos e vai disputar mais uma vez a Assembleia Legislativa.
Nas eleições de 2018 o partido disputou ainda atordoado pela saída sem aviso de Hartung e conquistou apenas duas das sete vagas que antes ostentava na Casa. Luzia estava entre os que ficaram para trás.
O MDB, até então, também tinha um deputado federal, Lelo Coimbra, que não se reelegeu. Na época, era ele quem comandava a sigla no estado.
Em 2022, Doutor Hércules não quis pagar para ver. "Não tinha como ficar lá (no MDB), não tem chapa", afirmou, horas após ser um dos últimos a abandonar o navio. 
A coluna falou com Rose na sexta-feira (1), último dia para deputados trocarem de legenda. Diversos partidos ganharam novos membros. O MDB só perdeu. 
A senadora disse que estava tentando montar chapas e que, até então, o governador Casagrande não havia ajudado, como fez com outros partidos aliados. "Ele pensa primeiro no PP, no PSB, no Podemos, depois ele vai pensar no MDB", narrou, citando partidos que apoiam o socialista há mais tempo.
Ela disse que contava com alguns nomes para disputar o cargo de deputado estadual: "Luquinhas, Doutor Johnson, candidatos que estão vindo pela primeira vez". 
Até por isso seria difícil encaixar Doutor Hércules, ele já tem um capital de votos mais ou menos consolidado, mas que também não garante uma eleição. Diversos partidos teriam dificuldade em alocá-lo, não apenas o MDB.
"É difícil. Não é fácil convencer o governador a lutar para colocar alguém no MDB. Minha preferência até agora é apoiá-lo, até porque é um homem de bem", comentou.
Sobre o MDB, ela lembrou que assumiu o partido após as eleições de 2020, já em situação desfavorável. "Um partido que não conseguia eleger um vereador na Grande Vitória", lembrou.
Depois, ainda naquele dia, a coluna apurou que Rose esteve com o governador, para mais uma conversa.
Ao final do dia, não atendeu mais a coluna.
Se Casagrande decidir mesmo endossar a candidatura de Rose ao Senado em troca do apoio do MDB à reeleição dele, de qual MDB estamos falando? 
Quem, além de Rose, pediria votos para o governador no partido? 

Correção

04/04/2022 - 2:36
A coluna informou, inicialmente, que Lelo Coimbra havia deixado o MDB. O PSD informou que ele disputaria uma vaga na Câmara por lá. Mas, nesta segunda-feira (4), Lelo informou que decidiu ficar no MDB e não concorrer.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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