Com um jogo de luzes que projetava imagens relativas aos temas abordados no discurso e o auxílio de encenações para representar os problemas e desafios do Espírito Santo, o deputado federal
Felipe Rigoni (União Brasil) lançou oficialmente, na última quinta-feira (17) à noite, a pré-candidatura ao governo do estado.
Repetiu o discurso sobre o fim do ciclo de 20 anos protagonizado pelo ex-governador
Paulo Hartung (sem partido) e pelo governador
Renato Casagrande (PSB) e elencou, sem titubear, os objetivos de um eventual novo ciclo em que, se eleito, deve iniciar como chefe do Executivo estadual.
Falou em criar conselhos regionais de desenvolvimento e em "parar de usar a Secretaria de Turismo como moeda de troca política". Quer que, em 20 anos, o Espírito Santo seja o melhor e mais rico estado do país.
No evento não havia figuras políticas de renome que não estivessem diretamente atreladas à pré-campanha, como o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas, contratado para elaborar o plano de governo. A maioria dos presentes era formada por jovens, que puderam fazer perguntas diretamente ao pré-candidato.
Rigoni foi respaldado, por meio de um vídeo, pelo presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar.
O lançamento da pré-candidatura contou com menos pompa e circunstância e mais um toque lúdico, digamos assim. Já na entrada do local do evento, havia a frase "nosso sonho capixaba".
O deputado precisa, no entanto, sair do campo onírico e partir para o pragmatismo se quiser conseguir votos.
Rigoni poderia estar em situação mais confortável se, em vez de se contrapor a Casagrande, de quem era aliado até recentemente, apoiasse a reeleição do socialista e se gabaritasse como sucessor dele, nas próximas eleições.
Mas optou por dar desde já esse passo, sozinho, em meio ao primeiro mandato eletivo que ocupa. Ele refuta o isolamento, diz que já tem montadas as chapas de candidatos a deputado e que após consolidado o plano de governo é que vai buscar formar alianças.
A coluna apurou que, nos bastidores, ele já conversa com outros pré-candidatos.
Como trunfo, tem o próprio partido, que deve, ao final da janela partidária, ter algumas defecções, mas ainda contar com um número robusto de deputados federais. O União tem dinheiro e estrutura para fazer campanha.
Se não obtiver sucesso na empreitada, Rigoni fica na planície, sem mandato, ao menos pelos próximos dois anos.