Faltava a Guerino garantir espaço no próprio partido. Em outubro, ele já estava de malas prontas para deixar o partido e estabeleceu um prazo, até o final de novembro para, se não obtivesse apoio interno à pré-candidatura, deixar a sigla. O tempo passou, o prazo foi postergado e nada resolvido.
Presidente estadual do MDB por intervenção da direção nacional, a senadora
Rose de Freitas se aproxima do governador Renato Casagrande (PSB), o que emperra os planos do prefeito de Linhares.
Ele poderia buscar abrigo em outra legenda, mas o tempo está acabando. Quem quiser disputar a eleição tem que estar filiado ao partido pelo qual vai concorrer até dois de abril, seis meses antes do pleito.
"Fico triste vendo nomes com experiência de gestão sem espaço nos partidos", lamentou Audifax, que pretendia formar uma chapa com o prefeito. O próprio Audifax pode ficar pelo caminho, ainda não arregimentou os apoios necessários.
Guerino atua de forma discreta, conversou diversas vezes com pretensos adversários, como o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), mas não engrenou.
O MDB, que viveu dias turbulentos, com brigas internas, não está pacificado. E a prioridade não é disputar o Palácio Anchieta.
"O MDB tem um projeto, que é permanecer com essa vaga importante para o Espírito Santo e para o Brasil", afirmou Rose à coluna, referindo-se à própria cadeira no Senado. Ela espera contar com o apoio do governador para se reeleger.
"Estamos fazendo de tudo para que Guerino não saia do partido", ponderou.
"Estou consultando o partido, mas já apoiamos Casagrande em outras épocas", lembrou a senadora.
Enquanto isso, Guerino acenou com outra data. Informou, por meio da assessoria de imprensa, que decide o próprio destino até o dia 31, no limite da legislação eleitoral. Mas não parece haver muitas alternativas.