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Eleições 2022

As movimentações de Guerino Zanon para disputar o Palácio Anchieta

Prefeito de Linhares já colocou o pé na estrada para "conversar sobre o futuro do Espírito Santo". Se partir mesmo para a corrida, ele vai ter que deixar o comando da cidade em abril do ano que vem

Publicado em 22 de Setembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

22 set 2021 às 02:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Prefeito de Linhares, Guerino Zanon
Prefeito de Linhares, Guerino Zanon Crédito: Facebook/Guerino Zanon
O prefeito de Linhares, Guerino Zanon (MDB), está no quinto mandato à frente do Executivo municipal. Aos 65 anos, o emedebista se prepara para alçar voos mais longos. Não é segredo, desde o ano passado, que ele é um possível candidato ao Palácio Anchieta em 2022. Mas agora a coisa engrenou.
Desde o último dia 11, Guerino colocou o pé na estrada. Com seu indefectível bigode, ele aparece em vídeo postado no Instagram anunciando a passagem por Sooretama e avisando que iria a São Mateus “para conversar um pouquinho com a sociedade local sobre o momento em que vivemos e o futuro do estado do Espírito Santo”. Era uma manhã de sábado.
Colocar o bloco na rua como candidato, no entanto, são outros 500. Claro que ainda dá tempo, a eleição é apenas no ano que vem. Mas o primeiro nó a ser desatado pelo ribanense (Guerino nasceu em Rio Bananal, não em Linhares e eu pesquisei no Google para saber o gentílico de Rio Bananal) está no próprio MDB.
O partido, que passou por altas turbulências internas no Espírito Santo, está sob o comando da senadora Rose de Freitas. Não há Executiva estadual eleita, apenas uma comissão provisória, presidida pela parlamentar.
Integrantes do MDB veem a senadora mais próxima do governador Renato Casagrande (PSB), provável candidato à reeleição, do que como uma entusiasta de uma candidatura emedebista ao Palácio Anchieta.
Assim, é provável que Guerino Zanon saia do partido. Isso é o que dizem pessoas próximas a ele e até um integrante de outra legenda. “Ele manifestou a possibilidade de disputar (o governo do estado) e até de sair do partido”, contou Neucimar Fraga, deputado federal e presidente estadual do PSD.
Além de ir a outros municípios, o prefeito de Linhares também recebe lideranças para tratar de 2022. O ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) é um deles. O redista, outro pré-candidato ao Palácio Anchieta, já afirmou à coluna, inclusive, que aventa a possibilidade de formar uma chapa com Guerino.
“Tenho conversado com ele. Foi e é um grande prefeito, gestor e liderança no Espírito Santo. A candidatura dele tem meu apoio e simpatia. Existe, sim, aproximação com ele. Isso (uma chapa formada por Audifax e Guerino para disputar o governo do estado) é possível”, afirmou, em coluna publicada no último dia 10.
O deputado federal Felipe Rigoni (PSB), que é de Linhares, também esteve com o emedebista recentemente.
“Tem pessoas da velha guarda que são muito competentes. Guerino é prefeito da minha cidade, só aí tem muito assunto. Ele está fazendo movimentação para o ano que vem. Não significa uma aliança (a visita ao prefeito). Ele está rodando bastante, conversando com muita gente. Parece que há interesse no Executivo estadual, mas tem que ver no que vai dar”, afirmou Rigoni.
O próprio deputado também tem interesse em disputar o Palácio Anchieta. É normal que em ano pré-eleitoral surjam vários nomes. Alguns deles vão aparecer nas urnas, outros, não.
Como não há candidaturas avulsas no Brasil, é preciso ter um partido que avalize uma candidatura. Rigoni está em busca de uma legenda. Conversa, segundo ele, principalmente com PSD, DEM e PSDB.
Guerino, como já mencionado, também deve estar em busca de uma legenda. O PSD é uma possibilidade para o prefeito de Linhares, de acordo com Neucimar. Mas o partido, nacionalmente comandado por Gilberto Kassab, mantém contato com várias lideranças, até com Casagrande.
Outra sigla relevante no cenário local é o Republicanos. Como a coluna também já abordou, o partido tem marcado posição de olho em 2022. Alguns prefeitos filiados ao Republicanos, desgostosos com o distanciamento, ao menos no discurso, em relação a Casagrande já reclamam.
Coincidentemente ou não, o deputado federal Amaro Neto (Republicanos) comentou a publicação de Guerino Zanon no Instagram – a em que ele anuncia o início do périplo de conversas com lideranças em municípios do Espírito Santo. O comentário foi: três palminhas, emojis, que podem ser traduzidos como "aplausos".
Amaro tem uma relação amistosa também com Casagrande, frise-se.

E A PREFEITURA, COMO FICA?

Voltando a Guerino Zanon, tem um “detalhe” nesta história. Ele foi reeleito, em 2020, para passar mais quatro anos à frente da Prefeitura de Linhares, mandato que assumiu em janeiro de 2021. Para disputar o governo do estado, teria que deixar o cargo em abril de 2022.
Bruno Marianelli (Republicanos), o vice, é que ficaria à frente do Executivo municipal até o final de 2024.
Se Guerino Zanon disputasse o governo e perdesse, não teria como voltar ao comando da prefeitura. Ficaria na planície, sem mandato.
Guerino Zanon, de camisa branca, ao centro, fala durante visita à Prefeitura de Colatina. Ao lado dele, de verde, está o prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi
Guerino Zanon, de camisa branca, ao centro, fala durante visita à Prefeitura de Colatina, no último dia 14. Ao lado dele, de verde, está o prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi Crédito: Divulgação

HARTUNG

Por falar em quem está sem mandato, há o fator Paulo Hartung (sem partido). O ex-governador decidiu não disputar a reeleição em 2018, mas é um ator importante na política do Espírito Santo, ainda que esteja morando em São Paulo.
Guerino Zanon é aliado de longa data de Hartung. Se disputasse contra Casagrande, reeditaria, indiretamente, a rivalidade entre o ex-governador e o atual chefe do Palácio Anchieta.
Audifax também tem esse plano. Gostaria de ser ele mesmo o candidato de Hartung ao Palácio, com o ex-governador disputando uma vaga ao Senado.
Tão indefectível quanto o bigode de Guerino Zanon é o tempo. Somente ele vai dizer onde as peças do tabuleiro político local vão se encaixar. Por ora, todas se movimentam.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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