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Advocacia

Presidente da OAB-ES diz que nova sede é "sonho" e avalia limitar reeleição

Entidade funciona no Edifício Ricamar, no Centro de Vitória, e instalação é considerada "a pior do Brasil". Quanto à recondução ao cargo de presidente, Erica Neves diz que há "possibilidade" de estabelecer uma baliza

Publicado em 06 de Fevereiro de 2025 às 16:01

Públicado em 

06 fev 2025 às 16:01
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Sede da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Espírito Santo
Sede da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Espírito Santo Crédito: A Gazeta
Mudar o endereço da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), de acordo com a nova presidente da entidade, Erica Neves, seria "um sonho", considerando que a atual instalação, no tradicional Edifício Ricamar, Centro de Vitória, é "a pior do Brasil". Viabilizar uma nova sede, entretanto, não está entre as prioridades. 
"Teríamos que buscar recursos do conselho federal (da OAB), é um projeto, mas não o 01. Está no radar, se a gente puder, vamos fazer uma sede melhor", afirmou Erica Neves, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (6).
"O (projeto) 01 é resgatar a OAB, o respeito da OAB, o sentimento de pertencimento da advocacia (...), fazer a OAB defender a advocacia primeiro, antes de qualquer interesse externo", completou Erica.
"Fazer uma sede melhor" poderia ser construir, alugar ... mas a presidente disse que ainda não há uma definição sobre isso.
Construir uma nova sede foi uma das principais bandeiras do antecessor de Erica Neves, José Carlos Rizk Filho. A ideia era tirar a Ordem do Centro de Vitória. Mas ele desistiu da empreitada ainda em 2023
A OAB-ES funciona no 3º e no 4º andares do Ricamar desde 2002.
Na entrevista desta quinta, a presidente da entidade foi questionada também a respeito da reeleição que, hoje, pode ocorrer indefinidamente na OAB-ES. Os advogados podem reconduzir o presidente, ou a presidente, quantas vezes quiserem, se este ou esta candidatar-se a mais um mandato.
Erica Neves não se comprometeu a não disputar mais um pleito e afirmou que ela e a atual diretoria ainda não conversaram sobre o assunto.
A presidente lembrou que em outros estados há o limite de uma reeleição e afirmou que "é uma possibilidade" que a medida seja inserida no regimento interno da seccional capixaba:
"O ad aeternum está démodé"
Erica Neves - Presidente da OAB-ES
"É absurdo ainda ter uma instituição que fica eternamente podendo ter reeleição. Acho péssimo, a gente perde o ímpeto de as pessoas participarem, a gente perde o gás. Em trinta dias, a gente fez tanta coisa que se fosse um continuísmo com certeza não teria sido feito. E é natural, não é nem porque não queira, é porque você já está ali, sedimenta o seu fervor de entregar, de se dedicar, e é ruim para a instituição".
"Acredito que pode ser uma pauta para a gente discutir também no Espírito Santo e permitir apenas uma reeleição", completou.
Homero Mafra presidiu a OAB-ES por três mandatos. Erica integrou a gestão dele no terceiro. José Carlos Rizk Filho reelegeu-se uma vez e tentou ser reconduzido novamente, mas foi derrotado, justamente, por Erica.
"A OAB não tem partido"
Erica Neves - Presidente da OAB-ES
Mal acabou uma eleição e outra está à vista. Em 2024, houve o pleito municipal, a eleição para o comando da OAB-ES, a da lista sêxtupla que selecionou candidatos a uma vaga de desembargador do TJES e em 2026 tem mais.
Trata-se da disputa pelo governo do Espírito Santo e por vagas na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Senado.
Em tese, a OAB-ES, uma entidade que representa advogados, não tem nada a ver com as eleições de 2026.
Mas em 2022, por exemplo, o então presidente da seccional capixaba, Rizk Filho, apoiou abertamente a reeleição do governador Renato Casagrande (PSB).
Erica Neves, por sua vez, afirmou, nesta quinta, que não pretende se posicionar politicamente. 
"Quem assume (a presidência da OAB-ES) tem esse ônus de não ser publicamente uma pessoa ativa na política partidária. O partido de quem assume uma gestão é a OAB. O que for bom para a OAB a gente manifesta, o que for pessoalizar a gente não pode manifestar."

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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