O Espírito Santo é majoritariamente conservador. Em 2018, se dependesse apenas dos eleitores do estado, Bolsonaro teria sido eleito ainda no primeiro turno, com 54,7% dos votos. No segundo turno, o então candidato recebeu aqui 63% dos votos. No país foram 57,7%.
A militância do presidente é estridente, faz-se presente nas redes sociais e, por vezes, nas ruas. Mas para medir a preferência do eleitorado não se ouve apenas os menos discretos.
É o ex-presidente Lula (PT) quem lidera a corrida pela Presidência da República no Espírito Santo, com 45% das intenções estimuladas de voto, contra 32% do atual presidente.
Pesquisas realizadas no país, não somente no estado, mostram que a diferença entre Lula, que segue na frente, e Bolsonaro tem diminuído.
Pode ser que o presidente cresça por aqui, como efeito dos esforços pela reeleição que empreende usando a máquina pública – como fazem dez entre dez dos políticos que tentam se reeleger.
Mas o fato é que o Espírito Santo de agora não é igual ao de 2018. Assim como os demais brasileiros, os capixabas sofrem com a inflação e a falta de perspectivas de melhora.
É imaginável que o presidente seja recebido por apoiadores ruidosos, em número não desprezível,
como ocorreu em junho de 2021, mas eles não representam a totalidade da população.
Ao menos nas redes sociais, parte dos eleitores daqui deixa-se levar pela briga ideológica e tópicos quixotescos que desviam a atenção dos problemas reais.