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Diário Oficial

Governo Lula exonera superintendentes da PRF. Veja como fica o ES

Exonerações foram assinadas pelo ministro da Justiça, Flávio Dino.  Só um cargo de confiança foi mantido. Entenda por que a devassa na PRF é maior que na PF

Públicado em 

19 jan 2023 às 11:35
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Posto da PRF na Serra
Posto da PRF na Serra Crédito: Fernando Madeira
Quase todos os superintendentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos estados foram exonerados pelo ministro da Justiça, Flávio Dino. Restou apenas um, o do Piauí, Jairo Lima.
O chefe da corporação no Espírito Santo era Jean Ricardo Alves Duque. Com a saída dele, Emerson Ander Milanezi, superintendente executivo, assumiu como substituto.
Mas isso é temporário. Até que um novo titular seja nomeado. Dino tirou quase todo mundo, mas não nomeou ninguém no lugar.
A PRF está sob escrutínio político desde o segundo turno das eleições de 2022, quando a corporação realizou inspeções padrão em ônibus que transportavam passageiros no dia da votação, principalmente nos estados do Nordeste, em que o então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha a preferência do eleitorado.
A atuação dos policiais atrasou a chegada de eleitores aos locais de votação. Mas o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, conversou no mesmo dia com o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, e avaliou que a manobra não afetou o pleito.
Vasques pediu, nas redes sociais, votos para o então presidente, Jair Bolsonaro (PL). E virou réu por improbidade administrativa. Ele também é suspeito de ter apoiado o bloqueio de rodovias federais feito por bolsonaristas nos dias seguintes à eleição de Lula.
A PRF demorou para liberar as vias. Por fim, Vasques pediu aposentadoria aos 47 anos de idade e 27 de contribuição à Previdência.
ENQUANTO ISSO, NO ES
No Espírito Santo, também houve bloqueios nas rodovias que, com o tempo, foram dispersados. 
Emerson Milanezi, ainda como superintendente executivo, esteve no Palácio Anchieta no último dia 12 e endossou a criação do gabinete de crise anunciado pelo governador Renato Casagrande (PSB) para ficar de olho nos atos antidemocráticos.
"Estamos monitorando as rodovias e em contato com todos os demais órgãos. Estamos no gabinete de crise do governo do Espírito Santo", destacou Milanezi à coluna nesta quinta-feira (19).
A PRF tem ainda outra missão: apreender ônibus que foram usados para transportar golpistas que invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro. 
Um veículo com placas do Espírito Santo foi identificado ainda em Brasília e parado pela corporação em Sete Lagoas, Minas Gerais. 
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, de acordo com publicação no Diário Oficial da União, trocou os diretores da Polícia Federal em 18 estados. Eugênio Ricas segue no comando da PF no Espírito Santo.
Não por acaso a devassa foi maior na PRF.
A Polícia Federal garantiu a segurança de Lula durante a posse e há mais confiança do governo na corporação que em outros órgãos, na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Estes dois aliás, estão sob olhares perscrutadores devido à atuação nos atos golpistas de 8 de janeiro.
DIRETOR-GERAL
Inicialmente, Flávio Dino indicou Edmar Camata, policial rodoviário federal lotado no Espírito Santo e secretário de Controle e Transparência do governo Casagrande, como novo diretor-geral da PRF em todo o país.
Após publicações antigas de Camata nas redes sociais virem à tona, em que ele apoiava a Operação Lava Jato e a prisão de Lula, Dino mudou de ideia e escolheu Antônio Fernando Souza Oliveira, amigo do ministro, para o cargo.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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