Após chapa Lula-Alckmin, PT planeja caravanas por Contarato no ES
Eleições 2022
Após chapa Lula-Alckmin, PT planeja caravanas por Contarato no ES
Senador é o pré-candidato do partido ao governo do ES, mas pode ser retirado do pleito por decisão da direção nacional da sigla para apoiar Renato Casagrande (PSB).
Senador Fabiano Contarato e ex-presidente LulaCrédito: Twitter/@ContaratoSenado
O lançamento da chapa Lula-Alckmin, no último dia 7, animou a direção e a militância do PT no Espírito Santo. A pré-candidatura do senador Fabiano Contarato, filiado ao partido, segue mantida, embora a retirada ou não dele do pleito dependa da direção nacional da sigla.
Enquanto isso, a presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, diz que o lançamento da pré-candidatura de Contarato deve ocorrer ainda em maio e já é planejada uma caravana pelo interior, nos moldes das Caravanas da Cidadania, nas quais Lula percorreu 26 estados, entre 1993 e 1996.
"O lançamento da chapa Lula-Alckmin foi muito importante, tanto o discurso do Lula quanto o do Alckmin foram muito importantes. Alckmin disse que as disputas fazem parte do processo, mas que acima de tudo está a defesa da democracia", avaliou a presidente estadual do PT.
"Do lado do (Márcio) França estava o (Fernando) Haddad. É esse o clima de diplomacia política que a gente precisa construir no Espírito Santo", pediu.
Márcio França é o pré-candidato do PSB ao governo de São Paulo e Haddad, o do PT. Nenhum dos dois quer abrir mão da disputa para reforçar a aliança entre as legendas.
Por aqui, o quadro, por enquanto, é semelhante. O governador Renato Casagrande (PSB) é pré-candidato à reeleição e o PSB prefere, claro, que Contarato não dispute contra ele, mas não foi batido o martelo.
Não se vê, no entanto, Casagrande e Contarato lado a lado em eventos públicos. Nem ninguém do PT no palanque do socialista. Os petistas não integram a base de apoio ao governo.
Aliados que se consideram conservadores e de direita, que fazem parte da aliança, querem distância do partido.
O próprio Casagrande, na tentativa de manter todos unidos, reluta em apoiar Lula publicamente. É um dos principais entraves à retirada de Contarato do jogo.
"Não fazemos parte do governo do Renato, não estamos em diálogo fazendo a construção da política de reeleição, não fazemos parte do arco de alianças (...) Mas não tem por que a gente não estar nos mesmos eventos e espaços. Está havendo um esforço monumental das direções partidárias. Estamos leves para manter a pré-candidatura do Contarato e conversar com o PSB", afirma Jackeline.
PT e PSB conversaram no dia 12 de abril pela primeira vez sobre o cenário eleitoral. Na ocasião, Casagrande estava presente.
Outra reunião já aconteceu, desta vez entre as direções de PT e PSB. Mas o tópico Contarato não foi protagonista, de acordo com Jackeline Rocha.
"O foco da reunião foi A candidatura de Lula e Alckmin, como nós vamos nos mobilizar para isso. Mas reiteramos a candidatura do Contarato e dissemos que há espaço para o debate. A militância e a direção estadual querem muito a candidatura de Contarato, mas a gente sabe que existe esse diálogo nacionalmente", ponderou.
Declarações recentes de Jackeline Rocha sobre o governo Casagrande e a intenção de botar o bloco na rua por Contarato provocaram reações de aliados socialistas do governador.
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, telefonou para dirigentes petistas locais para pedir que o arrefecimento do clima entre as duas siglas, afinal, uma aliança pode surgir.
"Não tem clima ruim com o PSB", garantiu a presidente estadual. "Desde 2019 as nossas direções partidárias sempre dialogam porque tem presença nos movimentos socais e estivemos juntos em várias atividades do Fora Bolsonaro.
A questão de termos ou não candidatura (ao governo) é estratégica", pontuou.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.