O ex-deputado federal Lelo Coimbra sempre foi aliado de primeira hora do ex-governador
Paulo Hartung. Em 2018, quando o então governador deixou o MDB e deixou de disputar a reeleição, Lelo ficou ao relento. Presidente estadual do partido, à época, ele montou chapas às pressas para concorrer ao pleito e não foi reconduzido à Câmara dos Deputados.
O presidente em exercício do PSD, José Carlos da Fonseca Júnior, chegou a dizer à coluna que Lelo seria candidato a deputado federal pelo PSD, um "puxador de votos da chapa".
Mas não deu certo. O PSD não viabilizou uma chapa competitiva e Lelo decidiu permanecer no MDB e entregar os pontos.
"Com a inviabilização para montagem de chapas no MDB, tanto para o governo, quanto para os cargos no Legislativo estadual e federal, não me faltaram bons convites de outras legendas. Foram sete legendas no total. Contudo, predominou minha decisão, amadurecida, de não participar desse pleito", afirmou o ex-deputado, em nota divulgada nesta segunda-feira (4).
"Permaneço no MDB e na trincheira para construir um projeto alternativo para o governo do ES", diz ainda o texto.
À coluna, Lelo disse que "o projeto alternativo" é a candidatura de Guerino: "Estarei envolvido exclusivamente com alternativa de candidatura ao governo de Guerino Zanon".
A desistência de Lelo é mais um sintoma da queda do MDB, que agora está sob o comando da senadora Rose de Freitas.
Mas também não é bom sinal para o PSD, que quer bater de frente com o governador
Renato Casagrande (PSB).