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Leonel Ximenes

Violência e segurança: quando esse tema entrará de vez na campanha em Vitória?

Nas redes sociais, maioria dos principais candidatos não mencionou propostas para o setor na cidade, abalada por uma chacina em Santo Antônio

Publicado em 05 de Outubro de 2020 às 11:12

Públicado em 

05 out 2020 às 11:12
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Quatro homens foram assassinados na Ilha do Américo, em Santo Antônio
Familiares das vítimas da chacina na Ilha do Américo se abraçam  Crédito: Fernando Madeira
A maioria dos candidatos a prefeito de Vitória ignorou, nas redes sociais, a semana mais violenta do ano na Capital, que teve um saldo trágico de seis homicídios, fora a execução de dois ocupantes de um carro, na tarde de domingo, no Centro. Os principais concorrentes pouco falaram sobre ações para segurança da cidade, que já apresenta uma alta no índice de assassinatos em relação ao ano passado.
O assunto ficou ausente, total ou parcialmente, até da campanha dos candidatos policiais. Houve preferência por carreatas, adesivaços e caminhadas nas feiras, com os políticos exibindo os tradicionais pastel e caldo de cana.
Com a pandemia, as redes sociais são apontadas por especialistas como a vitrine do trabalho dos candidatos a prefeito. Foram citadas poucas propostas de ações para a segurança da cidade e dos cidadãos.
Mazinho dos Anjos (PSD) apontou o sucateamento da Guarda Municipal e apresentou projetos para modernização da corporação. A Guarda foi assunto também de uma postagem do candidato Halpher Luiggi (PL), na semana passada.
Enquanto isso, o ex-secretário de Estado da Segurança Pública Nylton Rodrigues criticou supostas atitudes de marketing dos gestores da Segurança, citando o atual titular da Sesp, coronel Alexandre Ramalho. No entanto, não foi desta vez que o coronel da reserva da PM e candidato do Novo apresentou propostas de enfrentamento à violência em Vitória.
Dos outros candidatos policiais, o assunto ficou em segundo plano. O deputado estadual Lorenzo Pazolini, candidato a prefeito pelo Republicanos, mencionou timidamente no Instagram e no Facebook suas propostas para a segurança e o caso da chacina em Santo Antônio. O delegado licenciado preferiu enviar à imprensa textos com propostas para o setor.
O Capitão Assumção (Patriota), que tem na segurança o carro-chefe da sua atuação, apostou em carreatas e em publicações que o autoexaltavam ou exploravam a polarização político-ideológica com a esquerda.
Fabrício Gandini (Cidadania), candidato da situação, não mencionou o assunto segurança pública em suas redes sociais. Na sexta-feira (3), ele participou de um comício de um candidato a vereador, em Goiabeiras, que teve a presença do secretário estadual de Segurança, Alexandre Ramalho, o que acabou provocando críticas de Nylton Rodrigues, até então aliado de Ramalho.
A vereadora Neuzinha, por sua vez, candidata do PSDB à Prefeitura da Capital e com atuação em bairros mais populares, também não se pronunciou sobre a violência na cidade e nem sobre a chacina de Santo Antônio.
Nem mesmo o ex-prefeito João Coser (PT) abordou o tema. Suas publicações ficaram restritas ao que chamou de diálogo com a população e motivos para votar no petista - mas sem citar trabalhos para a área de proteção do cidadão.
Saúde e Educação são sempre prioridades para a população, assim como a Segurança. E essa percepção pode fazer toda a diferença para os 251.464 eleitores que escolherão seus novos vereadores e prefeito e, mais que isso, o destino da capital do Estado nos próximos quatro anos

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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