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Leonel Ximenes

Vila Velha consegue na Justiça limpar nome sujo no “SPC”

Liminar determina retirada da prefeitura do cadastro de inadimplentes do governo federal

Publicado em 23 de Julho de 2021 às 02:05

Públicado em 

23 jul 2021 às 02:05
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes Leonel Ximenes
Câmaras e prefeituras
Sede da Prefeitura de Vila Velha: convênios com a União regularizados Crédito: Vitor Jubini
A Prefeitura de Vila Velha conseguiu limpar seu nome na praça - pelo menos em relação a convênios com Brasília. É que a Justiça Federal no Estado concedeu uma liminar ao município determinando que a União, num prazo de cinco dias, retire o município do cadastro de inadimplentes, bem como forneça a Certidão de Regularidade no Cauc, o Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias do Tesouro Nacional.
Segundo o governo federal, a PMVV, no ano passado, não cumpriu a meta obrigatória de aplicação, na área da Educação, de 25% da receita resultante de impostos, o que acabou acarretando a inadimplência do município junto à União.
A atual gestão alegou à Justiça Federal que a restrição cadastral impedia a celebração de contratos e convênios para operação de crédito para realização de intervenções e obras públicas em Vila Velha, bem como a obtenção de repasse de recursos da União.
Com base na Súmula 165 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Procuradoria da Prefeitura de Vila Velha sustentou na ação, impetrada na 4ª Vara Federal Cível de Vitória, que uma eventual irregularidade cometida na gestão anterior não poderia atingir a nova administração, considerando que o governo atual tomou providências para sanar as supostas irregularidades apontadas pela União.
“Embora ainda não tenha sido instaurada a tomada de contas especial, verifica-se que a atual gestão municipal já instaurou sindicância administrativa visando apurar eventual responsabilidade pela não aplicação do percentual de 25%, da receita resultante de impostos, na manutenção e desenvolvimento do ensino público, o que entendo suficiente, por ora, para o resguardo do patrimônio público e responsabilização do gestor anterior”, escreveu o juiz federal Luiz Henrique Horsth Da Matta.

Leonel Ximenes

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Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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