O vereador Jô Comério (Republicanos) sugeriu, durante um debate na Câmara Municipal de
Marilândia, um dispositivo na lei para que professores e as “pessoas diretamente envolvidas com as crianças”, como as que atuam nos Cras e nos Conselhos Tutelares, sejam submetidas a exame toxicológico periodicamente, de seis em seis meses.
A proposta, feita na segunda (9) à noite, durante a sessão solene em homenagem aos 42 anos de emancipação da cidade do Noroeste do Estado, causou polêmica e viralizou nas redes sociais.
A sugestão do parlamentar, que já foi vice-prefeito de Marilândia, surgiu durante a fala da vereadora Alcione Boldrini (PP), que segundo Comério está apresentando uma lei sobre a questão das drogas.
“Fizeram uma montagem no vídeo, minha fala não se resume a isso, mas estamos estudando essa possibilidade [de um dispositivo na lei que obrigue o exame toxicológico]. Mas temos que discutir porque não adianta eu ter a vontade se os demais colegas não tiverem a mesma opinião”, comentou o parlamentar, que se declara de oposição ao prefeito Augusto Astori Ferreira, mais conhecido como Gutim (
PSB).
Insatisfeito com a repercussão do vídeo, Jô Comério disse que é vítima de aliados do prefeito. “Sou oposição ao prefeito e esse rapaz [ele não cita o nome] que trabalha na prefeitura faz montagens toda vez que eu faço uma fala. Ele quer fazer uma montagem para distorcer os fatos. Nossa cidade é muito pequena e é complicada. Às vezes você quer trabalhar com o intuito de ajudar o município, mas acaba se aborrecendo”, desabafa o parlamentar.