“Pensamos nos idosos, doentes e famílias que estavam privadas da Eucaristia, diária e semanal”, explica o padre Ilauzir para justificar o ato litúrgico. “Saí com o Santíssimo Sacramento para satisfazer o desejo do povo e ao mesmo tempo mostrar que a Igreja está com todos e em profunda oração, e que todos nós estamos nesta barca.”
Segundo o vigário paroquial, a reação da comunidade foi calorosa: “Foi linda e de arrepiar. Saímos para percorrer apenas algumas ruas... O povo nos prédios, casas, ruas, batendo palmas, se ajoelhando nas calçadas, fazendo sobre si o sinal da cruz e colocando toalhas e lençóis brancos nas janelas e varandas. Foi uma demonstração de fé de todos, inclusive dos não católicos, que batiam palmas... Foi de arrepiar”, conta a padre.
Com máscaras e álcool em gel à mão, o sacerdote percorreu as ruas da sede do município conduzindo o Santíssimo na carroceria de uma pequena caminhonete. Estava acompanhado de seis pessoas, incluindo dois ministros da Eucaristia.
Padre Ilauzir, que foi autorizado pelo
bispo de Colatina, dom Joaquim Wladimir Lopes, a levar o Jesus eucarístico pelas ruas de Marilândia, adianta que repetirá o ato litúrgico em outras ocasiões, sempre tomando cuidados com a higiene. “A primeira providência é celebrar a missa com o menor número de pessoas, com um microfone para cada leitor e animador. Antes de iniciar e depois das ações litúrgicas, passamos álcool em gel nas mãos.”