O avião da Azul que fez o voo inaugural entre Belo Horizonte (MG) e Linhares, na tarde desta segunda-feira (4),
apelidado ironicamente de “teco-teco” por muitos internautas, está muito longe desse tratamento pejorativo. A realidade é outra. Considerado seguro, eficiente e robusto, o Cessna Grand Caravan é conhecido como “o trator da aviação” ou “jipe dos ares”.
É largamente utilizado pela aviação comercial em todo o mundo. O mesmo modelo foi usado pela Polícia Federal, em abril de 2018, para transportar
Lula de São Paulo para a prisão em Curitiba, após o então ex-presidente ser condenado pela
Operação Lava-Jato.
Segundo sites especializados, o turboélice, fabricado nos Estados Unidos pela Cessna Aircraft, é um sucesso absoluto na aviação comercial, com mais de 19 milhões de horas voadas e mais de 3 mil unidades vendidas no mundo.
Com custo inicial em torno de R$ 13 milhões, o Caravan pode transportar até 14 ocupantes, incluindo o piloto, mas no Brasil, por força de lei, é configurado para transportar até nove passageiros e um ou dois tripulantes.
A Azul possui atualmente 27 aviões (sendo três cargueiros) do Grand Caravan em sua frota, que são utilizados em voos regionais de passageiros, além de operações dedicadas ao transporte de cargas, de acordo com informações da Aero Magazine.
Atualmente a empresa aérea utiliza essa aeronave para conectar mais de 70 cidades brasileiras, em cerca de 80 voos diários, transportando passageiros para mais de 150 destinos no território nacional.
Empresas aéreas como a Azul operam com o Cessna Caravan em pequenos aeroportos pelo país afora, no segmento chamado de ultrarregional, como é o caso de
Linhares.
O motor usado no Caravan é um turbo-hélice Pratt & Whitney PT6A, o mais vendido do mundo. Segundo o fabricante, o propulsor gera 868 cv e pode levar a aeronave a velocidade máxima de 343 km/h. Já o alcance pode chegar a 2 mil quilômetros, dependendo do peso da carga transportada.
Portanto, prezado leitor, não se preocupe, Linhares agora está muito bem servida pelo transporte aéreo. O problema, mesmo, está em terra (a propósito, cadê a duplicação da BR 101?).