Foi a mais de 900 quilômetros de distância do
Convento da Penha que foi dada a ordem para que o frei Djalmo Fuck, guardião do templo da padroeira do Espírito Santo, cancelasse o festão de fim de ano, com open bar, comida à vontade e DJ, no Campinho.
Chamado de ministro provincial e eleito no final de 2020, frei Paulo Roberto é auxiliado no governo da província por um vigário provincial e seis definidores, todos frades franciscanos menores. Foi esse colegiado que decidiu pelo cancelamento da festa da noite do dia 31 de dezembro no Campinho.
A Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil tem jurisdição sobre os franciscanos nos Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina e também pelas missões da ordem da Igreja Católica em Angola, na África.
Além do Convento da Penha, no Espírito Santo os franciscanos (frades menores) estão presentes no Santuário Divino Espírito Santo, no Centro de Vila Velha, e na Paróquia Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, em Colatina.
Para a sociedade, a comissão organizadora do réveillon no Convento da Penha divulgou, na semana passada, uma nota oficial apontando outros motivos para o cancelamento da festança.
“Assim que o evento foi anunciado na imprensa, houve uma demanda muito grande diante da quantidade de ingressos inicialmente previstos e colocados à disposição dos participantes sendo que não conseguiríamos propiciar a devida recepção a todos os presentes. Agravado ainda com a instabilidade climática, muito comum neste período”, diz trecho da nota.
Ou seja, o motivo alegado foi “excesso de demanda” pela noitada e “clima instável”.
Clima, realmente, não tinha mesmo. Afinal, o vendaval gerado pelo anúncio da megafesta na ermida sagrada para os capixabas chegou a sacudir as pilastras dos claustros franciscanos na capital paulista.
Mas ainda bem que a calmaria está de volta.