O frei franciscano Alessandro Dias até o mês passado vivia sua rotina de dias bucólicos e em meio à natureza exuberante do
Convento da Penha, em Vila Velha. Mas tudo isso ficou para trás e o frade embarcou para Israel para aprimorar seus estudos. Agora, em Jerusalém, vive em meio à tensão e às agruras da guerra do país judeu com o Hamas, embora ainda viva em aparente tranquilidade.
O sacerdote, que está morando no Mosteiro de São Salvador (St. Saviour's Monastery), está se aprofundando nos estudos de formação bíblica no Instituto Franciscano, uma espécie de "pós-graduação" da milenar ordem religiosa da
Igreja Católica.
Em um vídeo postado nas redes sociais, ele afirmou que é preciso reforçar ainda mais as orações pelo fim da guerra entre Israel e o Hamas. “A gente precisa rezar pela paz. Rezem por nós aqui.”
Embora haja um ambiente natural de tensão para quem está em Israel por estes dias. Alessandro tranquiliza as pessoas que estão preocupadas com ele.
Frei Alessandro estuda na Igreja da Flagelação, localizada no quarteirão cristão da cidade sagrada, distante cerca de 700m do mosteiro onde está morando.
O frade aprendeu cedo como conviver em meio ao conflito entre
Israel e o grupo terrorista palestino Hamas. Ele revela que existe até um aplicativo de celular que avisa quando existe a possibilidade de ataque de foguetes sobre Jerusalém, além das tradicionais sirenes.
“Aqui tem um sistema de defesa bem eficiente, o Iron Dome (Domo de Ferro, sistema de defesa antiaérea de Israel), e essas coisas (foguetes lançados pelo Hamas) não vão chegar aqui”, torce. “Aqui está bem protegido, está bem distante do local lá”, referindo-se à fronteira de Israel com a Faixa de Gaza, no sul do território israelense.
Estão no grupo com frei Alessandro, no Mosteiro de São Salvador, outros três frades mineiros da Província Imaculada Conceição do Brasil, à qual pertencem também os franciscanos do
Estado do Espírito Santo.
O sacerdote disse que tem vivido uma vida de oração e tem saído pouco às ruas, por motivo de segurança. “As atividades fora estão restritas”, explica. Segundo ele, são permitidas as saídas de grupos de até 30 pessoas para estudar em locais próximos.
Que a paz volte a reinar. Mas com justiça para todos os povos.