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Leonel Ximenes

Pela 1ª vez, grupo dissidente da igreja da Praia do Canto se pronuncia

Fiéis rompem silêncio e enviam à coluna sua versão sobre a disputa pelo comando da Igreja Batista

Públicado em 

28 nov 2023 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Ao lado do advogado Lucianno Ferreira de Moraes (de terno), parte dos fiéis que disputam o comando da IBPC
Ao lado do advogado Lucianno Ferreira de Moraes (de terno), parte dos fiéis que disputam o comando da IBPC Crédito: Raquel de Pinho
Pela primeira vez desde que estourou a crise pelo comando da Igreja Batista da Praia do Canto (IBPC), o grupo de 35 fiéis dissidentes que lutam pela destituição do pastor Usiel Carneiro de Souza vem a público se manifestar.
Por meio da sua assessoria de imprensa, os fiéis batistas enviaram à coluna um documento pelo qual se posicionam sobre o imbróglio jurídico e religioso em que se transformou a luta pelo controle da igreja evangélica.
Sob o título “Enfrentamos uma triste perseguição religiosa”, o documento é assinado, literalmente, pelo “Grupo que defende a Igreja Batista da Praia do Canto e Fábio Lucianno Ferreira de Moraes, advogado e conselheiro da OAB-ES”.
Os signatários alegam no preâmbulo do documento que estão sofrendo “perseguição religiosa” por, supostamente, defender a essência doutrinária da Igreja Batista, e em especial, a da Praia do Canto.
“Enfrentamos em silêncio uma triste perseguição religiosa, com expulsão de dezenas de fiéis da nossa igreja, a maioria deles com uma história de vida dedicada à fé e à comunidade, homens e mulheres cujo único objetivo sempre foi servir à palavra de Deus. Tudo isso em silêncio, respeitando a comunidade à qual pertencemos, pois acreditamos sempre que a verdade falaria mais alto”, diz o grupo.
"Sempre acreditamos na fé e na palavra de Deus acima de tudo. Nunca expusemos nossa Igreja, nem adotamos práticas midiáticas ao longo desse caminho. Isso porque acreditamos que a fé é maior do que os desejos pessoais dos homens, ela se sobrepõe a qualquer disputa"
Grupo dissidente da Igreja Batista da Praia do Canto - .
“Nunca fizemos lives, nem espalhamos narrativas distorcidas. Ainda assim, agora fomos surpreendidos com uma tentativa de conciliação de alguém que nos últimos anos patrocinou a desunião de uma comunidade religiosa inteira, em mais uma tentativa de desviar dos fatos reais”, afirmam.

O QUE OS DISSIDENTES ARGUMENTAM

Em seguida, por meio de quatro tópicos, os fiéis batistas expulsos da IBPC elencam uma série de ações que dizem terem tentado para resolver a crise sem que fosse preciso recorrer à Justiça.
* “Foi este próprio grupo que, por três vezes, tentou evitar a disputa judicial e propôs conciliações, respeitando decisões da Igreja Batista e de seu Estatuto, que direciona a um Concílio Decisório – formado por 15 pastores.”
* “A primeira tentativa de conciliação aconteceu logo no início da cisão doutrinária, em dezembro de 2020, na própria notificação extrajudicial, requerendo uma assembleia geral. Não foi aceita.”
* “A segunda, no processo criminal que foi movido contra este grupo. Pasmem: foi pedido R$ 80 mil a nós para fazer um acordo – que não foi necessário pagar porque obtivemos ganho de causa na própria Justiça.”
* “Na terceira vez, o presidente da Convenção Batista Brasileira veio ao Estado para tentar nova conciliação, e mais uma vez não foi aceita a autoridade do Concílio.”
O grupo dissidente, que até então nunca quis se pronunciar sobre a crise, afirma que ficou calado desde que o conflito começou, no final de 2020. “Durante todo esse tempo, que já dura três anos, permanecemos em silêncio, mesmo que irmãos estivessem sofrendo, inclusive em sua saúde física e emocional por conta das ambições de um líder.”
Usiel Carneiro de Souza, pastor da Igreja Batista da Praia do Canto
Usiel Carneiro de Souza, pastor da Igreja Batista da Praia do Canto Crédito: Divulgação
A seguir, os signatários da mensagem sugerem que a insatisfação na IBPC é mais ampla que a divulgada até agora. “Não é normal que 70 fiéis tenham elaborado uma notificação extrajudicial e, destes, 35 tenham sido expulsos da Igreja Batista da Praia do Canto. Por que centenas de fiéis migraram para outras igrejas da Grande Vitória ao longo dos últimos oito anos? É importante colocar a mão na consciência e pensar sobre a verdade dos fatos”, dizem os dissidentes.
O grupo batista finaliza o documento afirmando que acredita na justiça divina e dos homens. “Acreditamos que os homens não podem se sobrepor à sua fé e à doutrina que representam. Eles não são e não podem pensar que são maiores do que a Palavra de Deus. Quando isso acontece, há uma distorção perigosa e a religião acaba sendo usada para ambições, vontades e vaidades pessoais. Não é nisso que acreditamos. Acreditamos em Deus e na Justiça. Ela vai prevalecer.”

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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