Não se trata exatamente do chamado “pecado da carne”, ainda que tenha acontecido numa sexta-feira de Quaresma, época de jejum e penitência. Não, não é Quaresma, estamos falando sobre
quarentena mesmo, que estava sendo violada por um prostíbulo no interior do município de Dores do Rio Preto, na região do Caparaó.
Todos os pecadores, ou melhor, violadores da quarentena, tiveram que ir para suas casas em recolhimento. Não é uma forma de punição, mas apenas uma medida correta para que se respeite o isolamento social exigido pelo aumento dos casos de contaminação pela
Covid-19.
Tudo começou com uma denúncia de que o famoso prostíbulo estava aberto e violando o decreto do governo do Estado que instituiu a quarentena. A equipe de fiscalização, formada por quatro policiais militares e dois fiscais da prefeitura, constatou que a casa estava realmente funcionando. Mas de uma forma muito discreta, com luzes fracas e carros da clientela não tão próximos do local, como forma de despistar os fiscais.
Lá dentro, 14 moças e cerca de oito clientes foram surpreendidos pela fiscalização. O dono do estabelecimento alegou que abriu a casa porque tinha que pagar funcionários e as moças. Além disso, afirmou que não tinha transporte para levar as meninas de volta para suas respectivas cidades.
Os fiscais não acreditaram nessa história (pecado da mentira?) e multaram o dono do prostíbulo. A conta para ele pagar: R$ 5.640 por funcionar sem permissão da prefeitura e mais R$ 364 pelo não uso de máscaras dos frequentadores.
Em conversa com a coluna, o prefeito de Dores do Rio Preto, Cleudenir José de Carvalho Neto (Cidadania), o Ninho, disse que determinou a interdição do prostíbulo rebelde.
“Interditamos e cassamos o alvará de funcionamento e o alvará sanitário porque não é a primeira vez, nós já emitimos outras notificações contra esse estabelecimento. Aqui na prefeitura eles não terão amparo não”, disse o prefeito.
O importante agora é que a vida de todos seja preservada para que a festa continue depois que passar todo este pesadelo. Saúde, gente!