No último dia 6 de junho, numa ação de cooperação internacional com a Agência Antidrogas dos
Estados Unidos (DEA), policiais cataris, indonésios e australianos prenderam um australiano e apreenderam 179 quilos de cocaína na Indonésia e outros 104 quilos na Austrália. Dois homens conseguiram fugir.
Durante a ação criminosa, um mergulhador capixaba se afogou e morreu de forma trágica enquanto tentava retirar as drogas do compartimento interno do casco de um navio cargueiro.
A polícia, mesmo diante da situação criminosa em que se encontrava o capixaba, entendeu que ele foi deixado à própria sorte pelos outros envolvidos, que teriam optado pela morte do mergulhador diante do risco de serem presos. É essa parte da investigação que traz a comitiva ao Brasil para tentar identificar quem seriam essas pessoas.
Durante a reunião na PF-ES, os australianos agradeceram pelo apoio que vêm recebendo dos policiais brasileiros, a troca de provas e também trataram de outras ações que possam ajudar na identificação dos responsáveis pela morte do brasileiro.
Quase semana depois do caso, a identidade do mergulhador foi confirmada. Bruno Borges, de 31 anos, tinha família em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, e também já atuou como pintor industrial. As informações foram checadas com familiares e confirmadas com fontes de A Gazeta. Perto do corpo dele, foram encontrados 54 quilos de cocaína, de valor estimado em R$ 71 milhões.