Pelo menos 100 pessoas foram flagradas participando de uma rinha de galo no interior de Dores do Rio Preto, na região do Caparaó, na tarde deste domingo (6). Curiosamente, a denúncia recebida pela fiscalização da prefeitura e pela
Polícia Militar indicava que no local estava ocorrendo uma aglomeração, o que é proibido nesta época de pandemia de Covid-19.
No sítio, os fiscais e a PM constataram um quadro de horror, com muitos animais maltratados e em péssimas condições de saúde. Segundo a prefeitura, nas três rinhas, localizadas num sítio na localidade de Bom Jardim, a três quilômetros da sede do município, foram encontrados 45 galos da raça índio em gaiolas, seis da mesma raça soltos, 51 gaiolas fixas, 13 gaiolas portáteis e outras três para transporte.
“Pensa num tanto de homem correndo com galo para dentro da lavoura”, disse um fiscal da prefeitura, referindo-se à fuga dos donos dos animais ante à chegada da polícia. O dono da rinha foi conduzido pela Polícia Militar para a Delegacia de
Alegre.
No boletim de ocorrência, a PM descreve que localizou um galo que aparentava ter sofrido maus-tratos,com diversos pontos de sangramento no corpo, olho machucado e que não conseguia se manter em pé. O responsável pelo local informou à polícia que o animal havia acabado de sair da rinha.
Os responsáveis pela crueldade mantinham os galos em condições muito precárias em gaiolas apertadas e sem água e ração. No local havia ainda uma bolsa com diversas esporas e buchas. O proprietário do sítio confessou ser dono da rinha, dos animais e de todo o material encontrado no local.
Ele contou à polícia que montou um comércio na sua residência para vender comidas e bebidas alcoólicas, bem como lucrava com as apostas nos animais que iriam combater. A PM diz que devido à quantidade de pessoas, não foi possível a condução de todos à delegacia.
Além disso, quando a viatura da Polícia Militar chegou ao sítio, dezenas de pessoas fugiram do flagrante, confirmando o relato da fiscalização municipal. A equipe de policiais que flagrou a atividade ilegal chegou a pedir reforço a outra viatura, que esteve no local para dar apoio à ocorrência.
O prefeito de Dores do Rio Preto, Cleudenir José de Carvalho Neto, o Ninho (Cidadania), informou que nesta tarde (7) vai se reunir com sua equipe para decidir o que será feito em relação ao sítio que abrigava a atividade ilegal de rinha de galo.