A Associação de Cabos e Soldados da
Polícia Militar e Bombeiro Militar do ES (ACS) anunciou que conseguiu a aprovação de um acordo, pelos seus associados, para pagar uma dívida de mais de R$ 63 milhões, em valores atualizados, e que já perdurava havia 25 anos.
A dívida, que se arrasta desde 1996 junto ao banco BBC, foi parar na
Justiça em 1998. De acordo com o sargento Carlos, 2º tesoureiro da ACS, inicialmente a dívida era de R$ 1,5 milhão. Mas em valores corrigidos, a ação chegou a R$ 63.059.676,03. Porém, com o acordo com a instituição financeira, a dívida caiu para R$ 2.640.000,00.
Após negociações com o credor, o presidente da ACS, Cabo Eugênio, diz que obteve uma proposta favorável para os militares e que, segundo ele, é compatível com orçamento anual da da Associação dos Cabos e Soldados da PM, que é de R$ 2,6 milhões.
No encontro, o diretor jurídico da entidade, sargento Moraes Dias, alertou que, como o processo já estava em fase de execução, a ACS era obrigada a pagar essa dívida. Caso contrário, a associação poderia acabar.
“Nós salvamos a Associação dos Cabos e Soldados e viramos uma página ruim da nossa associação. Hoje nós podemos bater no peito e dizer que conseguimos uma grande conquista para salvar nossa associação”, comemorou Cabo Eugênio, no final da assembleia geral da entidade representativa dos militares, realizada em um clube de Jardim Camburi.
Segundo Eugênio, a gestão da ACS no período 1998-2000 fechou um acordo com o banco BBC/Montevan. O banco emprestou dinheiro aos associados com aval da diretoria daquela gestão, porém ela não realizou os repasses deste empréstimo à instituição financeira, gerando um passivo milionário.
A proposta de quitação da dívida, aprovada por unanimidade nesta quarta-feira (22) por mais de 100 associados reunidos em assembleia geral extraordinária da ACS, prevê quitação financeira e desmobilização de patrimônio imobiliário da associação dos militares capixabas.