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Leonel Ximenes

Militares no ES vão pagar dívida milionária de 25 anos

Acordo da associação com o banco credor reduziu significativamente o débito contraído em 1996 e ajuizado em 1998

Públicado em 

23 mar 2023 às 15:14
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Viatura da Polícia Militar
Viatura da Polícia Militar do Espírito Santo Crédito: Carlos Alberto Silva
A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do ES (ACS) anunciou que conseguiu a aprovação de um acordo, pelos seus associados, para pagar uma dívida de mais de R$ 63 milhões, em valores atualizados, e que já perdurava havia 25 anos. 
A dívida, que se arrasta desde 1996 junto ao banco BBC, foi parar na Justiça em 1998. De acordo com o sargento Carlos, 2º tesoureiro da ACS, inicialmente a dívida era de R$ 1,5 milhão. Mas em valores corrigidos, a ação chegou a R$ 63.059.676,03. Porém, com o acordo com a instituição financeira, a dívida caiu para R$ 2.640.000,00.
Após negociações com o credor, o presidente da ACS, Cabo Eugênio, diz que obteve uma proposta favorável para os militares e que, segundo ele, é compatível com orçamento anual da da Associação dos Cabos e Soldados da PM, que é de R$ 2,6 milhões.
No encontro, o diretor jurídico da entidade, sargento Moraes Dias, alertou que, como o processo já estava em fase de execução, a ACS era obrigada a pagar essa dívida. Caso contrário, a associação poderia acabar.
“Nós salvamos a Associação dos Cabos e Soldados e viramos uma página ruim da nossa associação. Hoje nós podemos bater no peito e dizer que conseguimos uma grande conquista para salvar nossa associação”, comemorou Cabo Eugênio, no final da assembleia geral da entidade representativa dos militares, realizada em um clube de Jardim Camburi.
Segundo Eugênio, a gestão da ACS no período 1998-2000 fechou um acordo com o banco BBC/Montevan. O banco emprestou dinheiro aos associados com aval da diretoria daquela gestão, porém ela não realizou os repasses deste empréstimo à instituição financeira, gerando um passivo milionário.
A proposta de quitação da dívida, aprovada por unanimidade nesta quarta-feira (22) por mais de 100 associados reunidos em assembleia geral extraordinária da ACS, prevê quitação financeira e desmobilização de patrimônio imobiliário da associação dos militares capixabas.

COMO FICOU O ACORDO PARA O PAGAMENTO DA DÍVIDA DA ACS

  • Transferência de propriedade da ACS para a Massa Falida BBC Administração e Participações S/A Montevam Previdência Privada de quatro terrenos em Vila Velha, na região da Barra do Jucu, conhecido como Loteamento Solar dos Anjos, uma área não utilizada pela associação);
  • Transferência de propriedade de dois lotes da ACS, localizado em Alterosas, na Serra. De acordo com a associação, a área é subutilizada e pouco frequentada pelos militares;
  • Pagamento, à vista, de R$ 200 mil, no mês de abril de 2023;
  • Pagamento de 36 parcelas de R$ 40 mil por mês (totalizando R$ 1.440.000,00);
  • A possibilidade da Sede Administrativa da ACS, no bairro Joana d'Arc (Vitória), como garantia dos pagamentos, se necessário;

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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