Moradores de
Cachoeiro de Itapemirim solicitaram mais policiais atuando na região Sul e o fim das obras da 7ª Delegacia Regional do município na audiência pública realizada pela Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, na noite desta quinta-feira (11) na Câmara de Vereadores da cidade.
A audiência pública, realizada pela Comissão de Segurança da
Assembleia Legislativa, reuniu, além de Cachoeiro, representantes de outros municípios do Sul do Estado, como Vargem Alta, Mimoso do Sul, Castelo, Muqui e Atílio Vivácqua.
Comerciante e ex-vereadora de Cachoeiro, Renata Fiório ponderou sobre as obras da 7ª Delegacia Regional, que se arrastam por anos no bairro Independência. A unidade funciona no bairro BNH, que tem custo mensal de aluguel de R$ 35 mil.
“A nossa delegacia está num buraco, longe. Se estiver chovendo, é preciso atravessar um mar. Pedimos o empenho para que a nossa delegacia finalize. Precisamos que haja combate aos pequenos delitos”, afirmou Renata.
Cachoeiro, segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), teve média de roubo/furto de celulares por dia ao longo do primeiro quadrimestre.
Presidente da Comissão de Segurança, o deputado Danilo Bahiense (PL) concordou com a comerciante: “Era para a obra já ter sido finalizada neste ano e há outras obras no Estado em situação semelhante”.
Lideranças comunitárias também pediram reforço e recomposição do efetivo das Polícias Civil e Militar. De acordo com informações repassadas pelo colegiado, a
Polícia Civil deveria ter 3.821 servidores, mas tem pouco mais de 2.400 no Estado, enquanto a
Polícia Militar conta com 8 mil agentes de segurança, quando deveria ter 11 mil.
Aramis Machado Bittencourt, liderança do bairro Coutinho, reclamou que há poucas viaturas para atender o município, visto que há diversos distritos e regiões.
O chefe da 7ª Delegacia Regional de Cachoeiro, delegado Rômulo Carvalho, por sua vez, comentou sobre a produtividade da Polícia Civil na área.
“As polícias têm trabalhado muito. Temos prendido traficantes, tem havido queda de homicídios. Em recente operação, nós apreendemos 19 armas de fogo de somente um cidadão. Os índices de crimes patrimoniais ainda nos incomodam, mas não deixamos de trabalhar. Recuperamos, em média, 25 veículos por mês”, enumerou o delegado.
O comandante do 3º CPOR, coronel Fabrício, afirmou que a segurança é um dever de todos. “Temos 268 militares que atendem Vargem Alta, Cachoeiro e Castelo”, contou ele sobre o quantitativo de policiais na região e ainda provocou a sociedade a questionar, conjuntamente, de onde vem tanta violência.
O juiz de Direito Bernardo Fajardo Lima, titular da 1ª Vara Criminal de Cachoeiro de Itapemirim, destacou a necessidade de valorizar as polícias, com bons salários, além de desempenhar atividades de inteligência.
Estiveram também presentes à reunião do colegiado os deputados estaduais Allan Ferreira (Podemos), Callegari (PL) e Dr. Bruno Resende (União Brasil), além de autoridades da
Justiça e do
Ministério Público.
Bahiense classificou a reunião como muito produtiva. “Vamos fazer um relatório, mostrando as fragilidades da região, que será encaminhado para que as autoridades competentes possam tomar as devidas providências.”