A “notícia” compartilhada por Olavo foi publicada pelo site bolsonarista Pátria Livre no último dia 17 de novembro e dizia que um “bandido” matou “ontem (26)” Gerson Camata, que assim teria sido vítima do Estatuto do Desarmamento, de autoria do falecido parlamentar. O mês e o ano do bárbaro crime foram omitidos pelo portal.
Nas redes sociais do guru bolsonarista, o fato foi tratado como tivesse ocorrido há poucos dias, como informado incorretamente pelo Site Pátria Livre. Na realidade, Camata foi assassinado numa calçada na Praia do Canto, no dia 26 de dezembro de 2018, portanto, há quase dois anos, pelo seu ex-assessor e e-ex amigo Marcos Venicio Andrade, inconformado por ter sido condenado pela Justiça a indenizar o ex-senador em R$ 60 mil.
Por incrível que pareça, no Twitter de Olavo de Carvalho muitos seguidores ironizaram o assassinato, endossando a falsa informação de que Camata teria sido morto por um bandido comum, o que, na visão deles, só foi possível de ter acontecido por culpa do
Estatuto do Desarmamento. Um deles, em tom messiânico, afirmou: “Deus castiga mais cedo ou mais tarde. E que Deus tenha dado misericórdia dessa alma corrompida”.
Outras pessoas, entretanto, em tom indignado, alertaram que o crime não aconteceu agora, como o Pátria Livre falsamente informou, e que o ex-político capixaba foi morto por um ex-assessor movido pelo sentimento de vingança. “Notícia tá um pouco atrasada já que o fato aconteceu em 2018”, pontuou um internauta.
Na manhã deste sábado (28), talvez alertados pela notícia falsa que estavam publicando, o site Pátria Livre retirou do texto a informação de que Camata havia sido assassinado “ontem (26)”. Aliás, nenhuma informação sobre a data do crime foi publicada.
A postagem de Olavo, que mora nos EUA, foi feita na madrugada de sexta-feira (27), e provocou 241 comentários, 1.055 compartilhamentos e 4.891 reações até a manhã deste sábado (28).