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Ataques

Olavo de Carvalho pede renúncia de Bolsonaro por não defender fiéis amigos

O escritor e guru da família Bolsonaro também acrescentou em postagem que o presidente deveria sair da cena política antes que 'perdesse prestígio'

Publicado em 25 de Novembro de 2020 às 15:40

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 nov 2020 às 15:40
Olavo de Carvalho
O escritor Olavo de Carvalho é considerado um "guru" do bolsonarismo Crédito: Reprodução/Facebook
O escritor Olavo de Carvalho, considerado um "guru" do bolsonarismo, defendeu que o presidente Jair Bolsonaro renuncie ao cargo caso não seja capaz de "defender a liberdade dos seus mais fiéis amigos". Nas redes sociais, Olavo defendeu que o presidente deveria sair da cena política antes que perdesse prestígio.
"Bolsonaro: Se você não é capaz nem de defender a liberdade dos seus mais fiéis amigos, renuncie a vá para casa antes de perder o prestígio que em outras épocas soube merecer", escreveu Carvalho em sua conta no Twitter. Em outra mensagem, ele esclareceu que a crítica não equivale a pedir sua renúncia imediata. "Não pedi renúncia nenhuma, pus a coisa no condicional "
O escritor não disse quem seriam os fiéis amigos que precisariam da defesa do presidente. Como mostrou o Estadão há cerca de duas semanas, Olavo passa por um período de turbulência financeira após 250 empresas dissociarem suas marcas de conteúdos publicados por Olavo. Ele chegou a perder cerca de 30% dos alunos que pagavam mensalidades de seus cursos por meio do PayPal, uma das empresas que baniu Olavo.
Em outubro, ele também foi condenado a pagar uma indenização de R$ 2,9 milhões a Caetano Veloso, por propagar informações falsas contra o artista.
Além disso, em resposta à mensagem do guru nas redes, seguidores de Olavo reclamam das prisões do blogueiro Oswaldo Eustáquio e da militante Sara Fernanda Giromini. Apoiadores de Bolsonaro, os dois foram detidos em situações diferentes.
A Polícia Federal investiga a participação dos dois em um suposto esquema de organização e financiamento de atos em defesa da ditadura militar e pelo fechamento do Congresso Nacional. Eustáquio foi preso em julho após transitar pela fronteira com o Paraguai e foi proibido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de utilizar as redes sociais (sua conta é administrada hoje por aliados).
Há duas semanas, a Justiça Eleitoral mandou tirar do ar um vídeo publicado pelo blogueiro com acusações "sabidamente inverídicas" contra o candidato Guilherme Boulos (PSOL). No vídeo, Eustáquio alegou que o psolista usa empresas de vídeo para 'lavar dinheiro', acusação que foi usada pela campanha de Celso Russomanno (Republicanos), derrotado no primeiro turno. A Justiça também determinou a suspensão do canal na internet.
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