Dependendo do quadro, exames de imagem podem ser solicitados para descartar causas secundárias.
A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns nos consultórios médicos e pode afetar significativamente a qualidade de vida. Segundo o neurologista Cícero Lima, da Rede Meridional, a cefaleia é o termo médico utilizado para definir qualquer tipo de dor de cabeça, podendo ter diversas causas e manifestações.
“A cefaleia pode ser primária, quando ela é a própria doença, como acontece na enxaqueca e na cefaleia tensional, ou secundária, quando é consequência de outro problema de saúde, como infecções, alterações vasculares, sinusites ou até tumores cerebrais”, explica o especialista.
Entre os fatores mais comuns associados às crises estão estresse, privação de sono, ansiedade, má alimentação, desidratação, excesso de cafeína, alterações hormonais e uso excessivo de analgésicos. Em alguns casos, hábitos cotidianos e a rotina intensa podem desencadear episódios recorrentes.
O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica do paciente, levando em consideração frequência, intensidade, duração da dor e sintomas associados. Dependendo do quadro, exames de imagem podem ser solicitados para descartar causas secundárias.
Dor de cabeça pode indicar algo grave?
O médico também destaca que a automedicação pode agravar o problema. “O uso indiscriminado de analgésicos pode transformar uma dor episódica em uma cefaleia crônica. Por isso, o tratamento deve ser individualizado e acompanhado por um profissional”, ressalta.
Além do tratamento medicamentoso, mudanças no estilo de vida, prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, hidratação adequada e qualidade do sono ajudam na prevenção das crises.
A dor de cabeça merece atenção quando surge de forma muito forte e repentina, começa a ficar cada vez mais frequente ou intensa, aparece acompanhada de febre, vômitos, desmaios ou confusão mental, causa perda de força, alteração da fala ou da visão, acontece após uma pancada na cabeça, desperta a pessoa durante a noite ou piora ao acordar, além dos casos em que não melhora mesmo com o uso das medicações habituais.
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