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Leonel Ximenes

Delegados sugerem suspensão de operações policiais não urgentes no ES

As duas entidades que representam a categoria pedem ao governo adoção de medidas que protejam os servidores da Polícia Civil do contágio do  coronavírus

Publicado em 16 de Março de 2020 às 16:03

Públicado em 

16 mar 2020 às 16:03
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Viaturas da Polícia Civil Crédito: Carlos Alberto Silva
As duas entidades que representam os delegados de polícia do Estado enviaram ao delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, e ao Conselho Geral da Polícia Civil um documento pedindo medidas de proteção aos servidores da PC contra o contágio do coronavírus. Uma das medidas reivindicadas é a suspensão de operações policiais que não tenham urgência.
Outra providência reivindicada à cúpula da Polícia Civil é a redução do horário de atendimento ao público, com rodízio de servidores e adoção de trabalho em casa (home office) para funções compatíveis com essa modalidade de atividade.
O Sindicato dos Delegados de Polícia do ES (Sindepes) e a Associação dos Delegados de Polícia do ES (Adelpo-ES) sugerem também a suspensão de atendimento ao público externo nas unidades policiais que, pela precariedade da sua estrutura física, não tenham padrões mínimos de salubridade e, por isso,  impeçam a assepsia de servidores e da população.
Foi solicitada ainda a elaboração de um plano emergencial para garantir o pleno funcionamento dos plantões policiais que eventualmente vierem a sofrer com a falta de servidores afastados para o regime de quarentena.
Outra preocupação manifestada pelas entidades dos delegados é em relação à aglomeração de pessoas nas recepções das unidades policiais. O Sindepes e a Adelpo-ES sugerem a distribuição de senhas com data e horário agendado para atendimento, que deverá ser preferencialmente individual.
Outras sugestões foram elencadas pelas entidades: reforço no fornecimento de álcool em gel, sabonete líquido e material de limpeza em todas as unidades policiais; fornecimento de equipamento de proteção individual para evitar contágio aos policiais que lidam diretamente com pessoas detidas ou presas; e orientação às equipes terceirizadas de limpeza que reforcem a assepsia de teclados, telefones, mesas de trabalho, superfícies metálicas e outros ambientes passíveis de contaminação, entre outras medidas de caráter preventivo de saúde e administrativo.
“A ideia do ofício é apresentar sugestões de uma forma clara e que devem ser avaliadas segundo sua pertinência. Algumas sugestões já foram adotadas por outras Polícias, outras são peculiares à nossa instituição. Obviamente são sugestões apresentadas ao crivo do administrador. O que ele achar pertinente para o momento que se adote, e o que não achar pertinente, que não se adote, mas que observe essas possibilidades”, explica Ana Cecília Mangaravite, presidente do Sindepes.
Segundo ela, o objetivo das reivindicações é que os policiais trabalhem em um ambiente mais protegido e com mais assepsia neste momento de crescimentos dos casos da Covid-19:  “Óbvio que à medida que essa pandemia vai evoluindo no Espírito Santo, algumas medidas mais rígidas devem ser adotadas. É uma questão de se planejar para pensar em cenários piores do que a gente tem hoje. São sugestões que foram dadas sem se pensar em substituir a atividade do administrador”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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