O ex-futuro ministro de Bolsonaro, que se recusou a ser o candidato a vice do então candidato a presidente em 2018, é acompanhado na gravação por duas mulheres e dois que aparecem cantando o refrão que dá nome ao clipe.
Todo o quinteto está vestido da mesma forma: com uma camisa amarela estampada com a foto do cantor sertanejo Sérgio Reis e a inscrição “herói da pátria”. Reis, por sinal, agora está calado porque é alvo de representação criminal do Ministério Público Federal (MPF) por fazer ameaças às instituições e pregar o golpe de Estado.
“Se em 30 dias eles não tirarem aqueles caras (ministros do STF), nós vamos invadir, quebrar tudo, e tirar os caras na marra", afirmou
Sérgio Reis em um trecho de uma gravação dele que veio a público.
A música é intercalada com imagens antigas de protesto da Avenida Paulista, tomada por militantes com as cores do Brasil. Num trecho, Malta diz: “Vamos para a rua, meu povo, pelos meus e pelos seus. Soberano é o povo, supremo é só Deus”. Uma clara estocada no
Supremo Tribunal Federal (STF), alvo constante de Bolsonaro e de muitos bolsonaristas, que pregam até o fechamento da Corte Suprema, uma causa claramente golpista.
Além da camisa amarela, o visual do ex-senador inclui um boné branco com a inscrição “Supremo é o povo”. Não poderia faltar o apelo ao divino do político evangélico: “Vamos com fé em Deus que o bem vence o mal. Todos de mãos dadas, soberania nacional”.
No final, Magno Malta, no estúdio de gravação, se vira e abre os braços para uma bandeira do
Brasil colocada no local. “Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil”, repete o refrão por várias vezes os cinco cantores, encerrando o vídeo de dois minutos e cinquenta segundos que foi espalhado pelas redes sociais.