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Leonel Ximenes

Colapso funerário: cidade do ES não tem mais vagas em cemitério

Sem espaço, corpos estão sendo sepultados nos corredores entre as lápides

Publicado em 13 de Fevereiro de 2025 às 03:11

Públicado em 

13 fev 2025 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Sepultura recente no corredor entre as lápides do Cemitério Municipal de Vargem Alta
Sepultura recente no corredor entre as lápides do Cemitério Municipal de Vargem Alta Crédito: Lucas Turini
Não há mais vagas. O principal cemitério de Vargem Alta, localizado na sede do município, não tem mais vagas para sepultura. Sem espaço, famílias estão sendo obrigadas a enterrar seus entes queridos nos corredores de passagem entre os túmulos, obstruindo as vias internas.
Segundo a vereadora Eliane Turini (PSB), que fez um vídeo nas redes sociais, nesta segunda-feira (10), denunciando a superlotação do único cemitério público e gratuito do município da Região Serrana, há pelo menos 10 anos o cemitério de Vargem Alta começou a dar sinais de colapso.
“Famílias estão sendo obrigadas a sepultar seus entes queridos nos corredores entre as lápides ou em outras cidades.Apesar de a obra de ampliação já ter começado, o ritmo lento prolonga ainda mais o sofrimento das famílias neste momento de luto”, denuncia.
A parlamentar se refere à obra do cemitério que começou em 7 de novembro do ano passado e que tinha quatro meses de prazo para acabar. O novo cemitério está localizado perto do atual, numa região mais alta da cidade e que ainda está com o acesso muito precário.
Eliane, que também é servidora concursada, foi chefe de gabinete do atual prefeito, Elieser Rabello (MDB), na gestão anterior. Ele foi reeleito. Ela diz que a obra do futuro cemitério, que compreende a construção de um muro e a pavimentação de acesso ao local, não evoluiu desde novembro, agravando a crise no cemitério atual.
Ela admite que as chuvas que caíram no final do ano passado e no início de 2025 prejudicaram a obra, mas Eliane diz que a chuva parou há algum tempo, mas mesmo assim o muro e a pavimentação da rua de acesso ao cemitério ainda não foram feitos.

O QUE DIZ A PREFEITURA

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Vargem Alta alega que a chuva atrapalhou o trabalho, mas prometeu retomar a obra: “Devido ao período de chuvas intensas, a empresa contratada não pôde iniciar as obras imediatamente. Além disso, foi necessário recuperar a via de acesso ao cemitério, que havia se tornado inacessível. Agora, com a melhora das condições climáticas, as obras terão início em breve”, diz a nota da gestão municipal.
A prefeitura informa também que, em relação à ampliação do Cemitério Municipal, foi adquirida recentemente uma área de 5 mil metros quadrados para essa finalidade. “Como parte do processo de ampliação, a prefeitura já realizou a terraplenagem, licitou e emitiu a ordem de serviço no dia 7 de novembro de 2024 para a execução das obras de construção do muro de fechamento e pavimentação de acesso à nova área. Todo esse investimento está sendo feito com recursos próprios.”
Eliane Turini no cemitério: cobrança pela obra no novo espaço adquirido pela prefeitura
Eliane Turini em visita ao cemitério: cobrança pela obra no novo espaço adquirido pela prefeitura Crédito: Lucas Turini
Como alternativa, a prefeitura indica para sepultamento os cemitérios localizados em distritos de Vargem Alta. “Ressaltamos que o município conta com outros cemitérios, localizados nas comunidades de São José de Fruteiras, Castelinho, Jaciguá, Boa Esperança, Guiomar, Prosperidade, Pedra Branca, Vargem Grande e Belém, que podem atender a população”.
A vereadora Eliane Turini, entretanto, afirma que esses cemitérios são particulares e cobram taxas anuais de manutenção de sepulturas: “O Cemitério Municipal é o único público e gratuito de Vargem Alta. Por isso, faço um apelo aos colegas vereadores e à prefeitura para que essa obra seja concluída com prioridade pelo município para que as famílias não enfrentem ainda mais dor neste momento tão difícil. Esta não é uma obra de urgência, e sim de emergência”, ressalta a parlamentar, que alega que não é oposição à atual administração.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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