A cabine telefônica, é bom ressalvar, é apenas “conceitual”; ou seja, a estrutura existe, instalada ao lado do famoso Castelinho da cidade, mas não há nenhum telefone público à disposição da população no interior do compartimento.
Por falar em estrutura, a cabine foi instalada no final de novembro do ano passado, para as comemorações do “Natal Luz” de Castelo (viu, Gramado?), mas foi ficando, ficando, e ficou. Segundo a prefeitura, a estrutura foi feita a partir de um banheiro químico em fibra de vidro que seria descartado por uma empresa particular.
A estrutura original passou por um processo completo de adaptação na serralheria municipal, incluindo cortes, instalação de esquadrias metálicas, preparação da superfície e pintura, resultando em uma nova peça cenográfica inspirada nas tradicionais cabines telefônicas inglesas, pensada, segundo a prefeitura, para integrar o cenário natalino e valorizar os espaços decorados da cidade.
“A proposta da cabine foi compor a ambientação do Natal Luz de Castelo, ampliando os pontos instagramáveis da decoração e proporcionando mais um elemento de interação para moradores e visitantes durante o período natalino”, explica a administração municipal, em nota enviada à coluna.
Entusiasta da ideia da cabine, o prefeito João Paulo Nali (Republicanos) vê inúmeras utilidades nela: “São várias as cidades do Brasil que têm esse tipo de cabine. Ela serve para as pessoas que querem tirar fotos, inclusive com temática de casamento. Também será útil principalmente para as pessoas que não têm condições de viajar, mas querem tirar umas fotos com características turísticas”.
Castelo, agora é Paris que está com ciúmes: já pensaram na Torre Eiffel?